Obras de Di e Cícero Dias vão a leilão em NY e Paris

A arte latino-americana, categoria que fecha a série de grandes leilões realizados em Nova York em maio e novembro, desta vez está representada só na Sotheby´s, que põe à venda 189 lotes hoje à noite e amanhã de manhã. Buscando ampliar o mercado para obras de artistas mexicanos, cubanos ou brasileiros onde a moeda está mais forte, a Christie´s realiza o leilão deste semestre em Paris, dia 10 de junho. Hoje à noite, a casa promove um primeiro leilão de obras impressionistas e modernas."Nos últimos dois anos, vendas de obras latino-americanas cresceram 23%", diz Kirsten Hammer, diretora do departamento da Sotheby´s desse segmento. Os especialistas apostam que dois quadros do mexicano Rufino Tamayo (1899-1991) alcancem os maiores preços. Nova York Vista do Terraço, de 1937, vai a leilão hoje com estimativa entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão. Em Paris, a peça principal no leilão da Christie´s será Claustrofobia, quadro de Tamayo, de 1954, com preço igual ao do anterior. Outra obra com estimativa chegando a US$ 1 milhão é Pacote Branco, quadro do chileno Claudio Bravo pintado em 1967, que também vai a leilão hoje em NY.Das duas casas, a Christie´s continua sendo a que reúne o maior número de trabalhos produzidos por brasileiros. Os que têm estimativa mais alta são Mulheres Protestando, um Di Cavalcanti de 1941 avaliado entre US$ 180 mil e US$ 220 mil, e Bagunça, com preço previsto entre US$ 50 mil e US$ 70 mil, que foi pintado em 1928 por Cícero Dias. Entre os lotes leiloados pela Sotheby´s há apenas seis obras de brasileiros e as que têm maior preço são as pinturas de Di Cavalcanti Retrato de Louise Latham, de 1950, e uma natureza-morta assinada mas sem data; ambas estão cotadas entre US$ 35 mil e US$ 45 mil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.