Obra resgata episódio que levou o País à 2ª Guerra

Um só submarino alemão, o poderoso U-507, afundou cinco navios do Brasil, todos mercantes, entre os dias 16 e 19 de agosto de 1942. No ataque, morreram 607 homens, mulheres e crianças. As embarcações - não armadas e claramente identificadas - transportavam civis e cargas diversas. O comandante do U-507, Harro Schacht, só precisou de 40 horas para torpedear o Baependy, o Araraquara, o Annibal Benevolo, o Itagiba, o Arara e o Jacyra. Houve outros efeitos.

O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h10

O fato, determinante para a entrada dos brasileiros no maior conflito da história moderna, foi cuidadosamente resgatado pelo jornalista Marcelo Monteiro no livro U-507: O Submarino Que Afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Getúlio Vargas flertava com o nacionalismo de Adolf Hitler até a data da tragédia, ocorrida no litoral da Bahia e de Sergipe. Depois, não precisou mais que 12 dias para atender à recomendação do grupo ministerial liderado pelo chanceler Oswaldo Aranha e expandir o "estado de beligerância" até a disposição de enviar uma força expedicionária para a Europa e ceder aos aliados terrenos no Norte e Nordeste para a instalação de bases aéreas.

O U-507 era o modelo mais avançado da frota alemã. Deslocava, submerso, 1.200 toneladas, media 76 metros, levava 54 tripulantes, torpedos e um canhão. Lançado às águas em outubro de 1941, narra Monteiro, teve vida curta - acabou atingido em janeiro de 1943 pelas bombas do Catalina do tenente Lloyd Ludwig, piloto americano - ironia das ironias - da base de Natal. Schacht, o alemão, não sobreviveu.

U-507: O SUBMARINO

QUE AFUNDOU O BRASIL

Autor: Marcelo Monteiro

Editora: Schoba

(344 págs., R$ 49)

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