Obra polêmica 'My Bed', de britânica Tracey Emin, será exibida na Grã-Bretanha

Quando foi criada, há 15 anos, peça gerou discussão se aquilo era ou não arte

REUTERS

29 de julho de 2014 | 16h11

A obra da artista britânica Tracey Emin "My Bed", que causou surpresa ao ser vendida em um leilão neste mês por 2,5 milhões de libras (4,2 milhões de dólares), será exibida na Grã-Bretanha por um longo período em empréstimo de seu proprietário alemão, informou nesta terça-feira o grupo Tate de museus.

A peça, criada por Emin há 15 anos ao fazer uma montagem de sua própria cama cercada e coberta por preservativos usados, lençóis manchados, garrafas vazias de bebidas alcoólicas e um pequeno cachorro de pelúcia olhando para a cama de um tapete, causou polêmica à época numa discussão se era ou não arte.

Criada num momento em que Emin disse que estava passando por um período de depressão e descrita pela artista como uma espécie de autorretrato, a obra tinha expectativa de ser vendida por 800 mil a 1,2 milhão de libras quando foi oferecida em leilão por sua antiga proprietária, a Saatchi Gallery Collection.

No entanto, o trabalho foi arrematado por um comprador então anônimo por mais que o dobro da estimativa mais alta.

Em comunicado, o Tate identificou o proprietário como sendo o conde Christian Duerckheim, um industrial alemão, e disse que ele "confirmou que o trabalho voltará à Grã-Bretanha e que um empréstimo de longo prazo ao Tate está sendo finalizado".

O Tate descreveu a obra como um dos trabalhos britânicos mais celebrados da arte moderna.

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