Danny Willems/ Divulgação
Danny Willems/ Divulgação

Obra de Wim Vandekeybus inicia Bienal de Dança em Santos

É uma volta ao passado. Mas sem nenhum traço de nostalgia. O Que o Corpo Não Lembra (What the Body Does Not Remember), espetáculo que abre a edição 2013 da Bienal Sesc de Dança de Santos, marcou a estreia de um dos mais importantes coreógrafos do século 20. Em 1987, Wim Vandekeybus apresentava ao mundo sua companhia, Última Vez, e um trabalho que viria a impactar gerações. “Não é algo datado. É uma peça que continua contemporânea”, considera Vandekeybus, que falou ao Estado, de Bruxelas.

Maria Eugênia de Medeiros, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2013 | 08h44

Remontada com novo elenco, a coreografia agora percorre o mundo em turnê de aniversário. E o público, curiosamente, ainda se espanta com a vitalidade dessa “antiga” criação. Talvez porque ali já estivessem concentradas as mais marcantes características que o coreógrafo viria a desdobrar em seu trabalho posterior. “Ainda hoje essa criação fala, de certa maneira, sobre o que um espetáculo deve ser. Acho que fui um pouco visionário em alguns sentidos”, diz ele.

Os sentimentos que o artista mobiliza nessa criação estão, de fato, bastante presentes. Talvez muito mais no momento do que na época em que foram levados ao palco, no fim dos anos 1980. “Estamos tratando de medo, de ódio, de agressividade. Usando aspectos físicos, mas que possam dizer de nossas emoções interiores.”

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