Sothebys/ Divulgação
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Obra de Sergio Camargo supera US$ 2 milhões em leilão da Sotheby's

Artista brasileiro liderou a lista de preços mais altos nas vendas de arte latino-americana

Tonica Chagas - Especial para o Estado - Nova York, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2013 | 13h49

Dois relevos de madeira do brasileiro Sérgio Camargo (1930-1990) lideraram a lista de preços mais altos nas vendas da Sotheby's nesta semana de leilões de arte latino-americana realizados em Nova York. Sem Título (Relevo nº 21/52), de 1964, pintado de branco como a maioria das estruturas de madeira construídas pelo artista na década de 1960, em Paris, estabeleceu novo recorde de preço para trabalho dele em pregão público: com valor estimado entre US$ 400 mil e US$ 600 mil, a escultura foi arrematada por US$ 2,165 milhões na sessão de vendas promovida pela Sotheby's na quarta-feira à noite. 

Com estimativa maior que a da primeira obra (entre US$ 700 mil e US$ 900 mil), Relevo 289, de 1970 e a única construção conhecida que Camargo pintou de vermelho, foi comprado por US$ 1,325 milhão. Outro trabalho do artista brasileiro, o Relief nº 285", de 1970, também ficou na lista das dez obras para as quais foram pagos os preços mais altos no leilão da Christie's, realizado em sessões na terça-feira à noite e na quarta-feira de manhã. 

Segundo informação no catálogo da Sotheby's, Relevo Nº 21/52 foi exibido na 33ª Bienal de Veneza, em 1966, e numa exposição em Oslo dois anos depois. Desde então, ficou numa coleção particular escandinava. O preço alcançado por essa raridade superou a estimativa mais alta entre os cerca de 200 lotes comissionados na Sotheby's, o óleo sobre tela Card Players, do colombiano Fernando Botero. Pintado em 1991, o quadro tinha valor de venda calculado entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões, mas não foi vendido porque o maior lance oferecido por ele foi de US$ 1,3 milhão.

Na relação dos dez mais entraram os chilenos Matta (1911-2002) com o quadro de 1939 Morphologie Psychologique (Fleureur), vendido por US$ 995 mil, e Claudio Bravo (1936-2011) com Khabyas, de 2002 (US$ 665 mil); o mexicano Rufino Tamayo (1899-1991) com Aviones de Paso" de 1947 (US$ 635 mil); o uruguaio Joaquín Torres-García (1874-1949) com Pintura Constructiva, de 1935 (US$ 605 mil). Botero, representado no leilão por 16 obras, entre pinturas e esculturas, entrou nessa lista com o carvão e pastel sobre tela The Family, de 1974, vendido por US$ 533 mil, mais o mármore branco Horse With Saddle, peça única e não datada (US$ 509 mil), e o bronze Femme Nue Allongée, executado em 2000 (US$ 485 mil). Completou a relação o quadro Mañana en el Ajusco pintado por Gerardo Murillo, o Dr. Atl, em 1955 e vendido por US$ 461 mil.

         

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