Drew Angerer/ AFP
Drew Angerer/ AFP

Obra de Da Vinci considerada a mais cara do mundo estaria em iate de ditador saudita

O príncipe Mohamed bin Salman estaria mantendo a pintura 'Salvatore Mundi', avaliada em US$ 450 milhões, a bordo de um iate de luxo, no mar do Oriente Médio

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2019 | 03h11

Desde sua venda pelo valor recorde de US$ 450 milhões, o paradeiro de Salvator Mundi, atribuída a Leonardo da Vinci, se tornou um dos maiores mistérios do mundo da arte. Mas, nesta segunda-feira, 10, o marchand de Londres Kenny Schachter deu algumas pistas ao site Artnews: a pintura estaria no gigantesco iate do herdeiro da coroa saudita, o príncipe Mohamed bin Salman.

Vendido durante um leilão na Casa Christie's, em 2017, a pintura jamais foi exibida em público, o que gerou especulações sobre seu proprietário, paradeiro e autenticidade. Muitos especialistas em arte debatem se a obra é realmente de Leonardo ou se foi pintada por um de seus alunos.

Segundo o Wall Street Journal, o quadro foi arrematado pelo príncipe saudita Badr bin Abdullah, que teria agido em nome do herdeiro da coroa, conhecido por suas iniciais MBS. Salman, entretanto, jamais confirmou ou negou a informação.

Schachter, o negociador de arte que teria dado as pistas sobre o paradeiro da obra, indicou em uma nota que "nas turvas águas do Oriente Médio, nada é claro como o cristal". Citando várias fontes, inclusive duas pessoas envolvidas na venda do quadro, o marchand garantiu ainda que a pintura "foi levada no meio da noite, no avião de MBS, e colocada em seu iate".

Mais adiante, Schachter escreveu que a obra permanecerá a bordo até que seja levada à  localidade de Al-Ula, onde a Arábia Saudita pretende construir um polo cultural e turístico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.