O voo de Gal Costa, com a bênção de Caetano

Disco Cantar, de 1974, será relançado pelo Estadão

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2011 | 00h00

Gal Costa se prepara para lançar um álbum de canções inéditas de Caetano Veloso, produzido por ele, em 2011. Como se sabe amplamente, seus caminhos artísticos seguem traços paralelos desde o início, em caso raro de afinidade entre uma cantora e um compositor. Em 1967 dividiram o primeiro álbum, Domingo, e, em 1974, Caetano produziu um dos discos mais importantes e bonitos de Gal, Cantar. No próximo domingo, esse álbum chega às bancas, como parte da coleção Grande Discoteca Brasileira Estadão.

Em entrevista a Ricardo Moreira, autor do texto do livreto que acompanha o CD, Caetano disse que Cantar foi "um trabalho bom". Uniu João Donato e Perinho Albuquerque, "duas personalidades musicais contrastantes", que assinam arranjos de várias canções, e "deu certo". Pediu uma canção a Gilberto Gil e propôs que ele mesmo tocasse seu violão na gravação. "É incrível ainda hoje ouvir Barato Total", diz Caetano. "Fiz uma letra para A Rã, que consegue soar à altura da música (e mantém as vogais cantadas por João Gilberto)."

Caetano fez tudo "para o canto de Gal aparecer com naturalidade." Além de joias de Gil, Donato (Flor de Maracujá, A Rã e Até Quem Sabe), Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli (Canção Que Morre no Ar) e do próprio Caetano (Avarandado, Lua, Lua, Lua, Lua e Flor do Cerrado) Gal canta delicadezas de Jorge Mautner (Lágrimas Negras), Mariah Brito (Chululu) e Péricles Cavalcanti (O Céu e o Som). Um clássico maiúsculo.

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