O vinil ri por último. e ri melhor

A história é mais ou menos assim. Quando o CD foi lançado como novo formato de mídia, nos anos 80, muita gente relutou em adotar a plataforma e abandonar o bolachão, o chiadinho de começo.

, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

A música eletrônica, quando o formato compact disc dominava geral, era uma das únicas - tirando saudosistas contrários à "sonoridade comprimida" e através dos electro-DJs - a manter o vinil muito vivo. Isso é anos 90.

Aí vieram os anos 2000 e o vinil ganhou status de artigo "cult" entre os indies. Se fosse o formato de sete polegadas, o vinil pequeno, o chamado compacto com geralmente uma música no lado A e outra no lado B, melhor ainda.

Em 2010, em plena era da música digital (MP3) e da iminente falência do CD enquanto formato físico, o vinil, principalmente a bolachinha 7 polegadas, ganha os melhores destaques nas lojas de disco, as que ainda insistem em existir abertas, vendendo música física. Esse velho lugar de refúgio aos frequentadores que vão interagir numa loja de discos assim como os cristãos vão irmanar em uma igreja.

É só ir a uma loja inglesa (a eterna meca das record stores) como a Rough Trade. De uma certa forma, o vinil faz parceria com os lançamentos em MP3 e agora olha para o "inimigo" CD com cara de quem ri por último. Escorrendo vingancinha por entre seus sulcos.

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