'O Último Olimpiano' encerra a saga de Percy Jackson

'O Último Olimpiano' encerra a saga de Percy Jackson

Antes de Superman e Batman. Muito antes do bruxo Harry Potter. Os primeiros super-heróis foram os deuses e os semideuses. Foi pensando nisso que o escritor e professor texano Rick Riordan, 46 anos, criou a saga de Percy Jackson e os Olimpianos, que chega ao final com o quinto e último volume da série, "O Último Olimpiano. "Eles têm poderes incríveis, mas são falhos e muito humanos", disse Riordan ao Jornal da Tarde.

AE, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 10h33

De fato, as lendas gregas possuem romance, batalhas, mistério, magia, bons heróis, vilões terríveis. Para Riordan, as histórias que são criadas até hoje possuem muitas referências à mitologia helênica. "Temos pegado suas histórias emprestadas por milhares de anos. São fascinantes", diz.

A saga do garoto-problema Percy Jackson é uma homenagem a esse mundo. Iniciada em 2005, a série só chegou ao Brasil em 2008. Foi comparada a Harry Potter, da escritora inglesa J.K.Rowling. Há, sim, semelhanças. Ambos, Jackson e Potter, descobrem que pertencem a um outro mundo: o primeiro é um semideus, filho do deus do mar Poseidon com uma mortal, e Harry é bruxo. Ambos vão para uma escola especial e lá descobrem a existência de uma profecia, na qual eles se encaixam e, claro, podem mudar o destino da humanidade. Também há discrepâncias, principalmente no número de vendas. Enquanto os sete livros do bruxinho inglês vendeu 400 milhões de exemplares ao redor do mundo, o "cabeça de alga" - como Percy é chamado pela amiga Anabeth, filha da deusa da sabedoria Atena com um humano - vendeu 9 milhões.

Ao longo dos cinco livros, acompanhamos a trajetória de Percy Jackson, dos seus 11 aos 16 anos, como se fosse um diário. Nos dois primeiros, "O Ladrão de Raios" e "O Mar de Monstros", a história é mais cômica. Com o passar dos anos - dos livros - Percy cresce, o enredo amadurece e Riordan mantém a qualidade da narrativa. A história não tem muitos atributos para agradar aos adultos. Mas para quem ela é direcionada, o público infanto-juvenil, é um acerto atrás do outro. Há toques de romance, seres mitológicos fantásticos e aventura. Um caldeirão de referências do passado e atuais, misturando-as com situações contemporâneas, receita também usada em Harry Potter, mas que, com a história de Riordan, ganha ares de novidade. Os deuses e as lenda gregas são trazidos para o nosso cotidiano. O deus do Sol, Apolo, por exemplo, é um típico surfista. Poseidon, senhor dos mares, tem a pele queimada de sol e visual de pescador.

Somos jogados, com Percy, na descoberta desse novo mundo. O garoto cresce e agora precisa enfrentar o pior de todos inimigos, o titã Cronos, pai de todos os deuses, que foi derrotado no início da Humanidade. Agora, ele está de volta e quer vingança. Sobrou para o cabeça de alga. As informações são do Jornal da Tarde.

Tudo o que sabemos sobre:
literaturaPercy JacksonRick Riordan

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.