O último exorcismo e um país em convulsão

Fenômeno de público nos EUA, O Último Exorcismo arrebentou na bilheteria e desencadeou um debate na internet sobre o novo cinema de terror pós-reality shows. A propósito, o diretor Daniel Stamm e o produtor Eli Roth conversaram pelo telefone com o repórter do Estado. Parte desta entrevista já foi usado em outro lançamento de terror da empresa PlayArte, Rec 2. O Último Exorcismo estreia hoje. Segundo Roth, é a prova de que o público de terror é o mais aberto à invenção. "Nosso filme foi feito com um orçamento tão pequeno que é inexistente pelos padrões de Hollywood. Mesmo assim, desbancou filmes caros. O orçamento se explica num filme como Avatar. Fora isso, o que vale é a criatividade e Daniel (Stamm) a tem."

, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

Diretor de Hostel (1 e 2) e ator de Quentin Tarantino em Bastardos Inglórios, além de diretor do filme dentro daquele filme, Roth diz que os reality shows estão influenciando o cinema muito mais do que os críticos e realizadores querem admitir. O repórter lembra que foi o cinema que antecipou os reality shows - com O Show de Truman, de Peter Weir. Roth concorda, mas diz que agora o cinema corre atrás.

"Mais do que com realismo, o público se acostumou com as narrativas que absorvem a própria câmera." A de O Último Exorcismo é sobre um exorcista que utiliza uma equipe de filmagem para documentar o cerimonial. Vários filmes estão usando o recurso, de Redacted, de Brian De Palma, a Rec (1 e 2).

Stamm não poupa elogios a Roth como produtor. "Ele não interfere em nada e, quando sugere, é para melhorar, nunca de forma impositiva." O próprio Roth diz que é assim mesmo e aproveita para dar um recado. Não tem nada a ver com Hostel 3, mas admite que não vai perder o novo filme da franquia que criou.

Trailer. Veja trechos de O Último Exorcismo

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