Warner Bros. Pictures/Divulgação
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O super-herói verdão

Personagem dos quadrinhos dos anos 40 ganha longa com Ryan Reynolds no papel

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

Ele já foi motivo de piada com a colocação do Palmeiras no campeonato, mas agora o Palmeiras tá tranquilo. O lance é outro: chega às telas hoje a primeira adaptação para o cinema da HQ Lanterna Verde, dirigida por Martin Campbell (de A Máscara do Zorro).

Vestido com uma malha high tech igual àquelas do Michael Phelps, o herói criado em 1940 na revista em quadrinhos All-American Comics n.º 16 cria vida num mundo que exagera tediosamente no uso do chroma key e da computação gráfica. Os fãs do personagem de quadrinhos têm elogiado a versão cinematográfica, dizendo que é fiel ao original - mas isso também pode ser um motivo de preocupação.

Hal Jordan (Ryan Reynolds, alterego do Lanterna) é um playboy que trabalha na empresa de tecnologia aeronáutica Ferris, dirigida por uma das maiores contribuições à beleza de uma tela de cinema desde que Cameron Diaz aportou em O Máscara: a executiva Carol (Blake Lively, de Gossip Girl).

Jordan está para o mundo dos quadrinhos assim como André (Lázaro Ramos) para as novelas: piloto de testes de superaviões, pegador inveterado, serial fucker de escrúpulos ralos, ele sublima seu handicap freudiano com garotas lindíssimas, na cama. Um belo dia, ele encontra num velho cais um extraterrestre agonizando e este lhe comunica que ele, Jordan, está sendo alistado na patrulha estelar dos Lanternas Verdes.

Abin-Sur, o extraterrestre moribundo dá a Hal Jordan um anel de compromisso. E o anel pode fazer tudo que seu dono imaginar, além de lhe dar um upgrade físico (virou moda essa coisa de fazer dos bíceps anabolizados dos protagonistas um chamariz do público feminino, como em Thor, Capitão América e Homem de Ferro).

Enquanto isso, lá nos confins do universo, o vilão Parallax (uma espécie de buraco negro espacial que se alimenta de almas amedrontadas) começa a eliminar seus arquirrivais, os Lanternas Verdes - que são uma espécie de Polícia do Universo.

Há pouco tempo para Hal Jordan, o mais novo Lanterna, entrar no combate. Ele será treinado às pressas por professores sádicos, e não está entre os melhores alunos.

O filme é o mais fraco dos filmes de super-heróis recentes. Provavelmente isso decorre de seus próprios fundamentos como ficção - a força do anel vem de uma confluência dos sentimentos bons e positivos do mundo (parece até que vai tocar Enya dentro da nossa cabeça). A força do vilão vem do medo que ele semeia. Claro que há bons momentos. A Convenção Interplanetária dos Lanternas Verdes é divertida, lembra aquele boteco de extraterrestres do primeiro filme Guerra nas Estrelas.

Peter Saasgard, como o atormentado vilão Hector, está um verdadeiro Homem-Elefante do Inferno. Ryan Reynolds, no papel dele mesmo, é triste.

LANTERNA VERDE

Título original: Green Lantern. Direção: Martin Campbell. Gênero: Aventura (EUA/2011, 114 minutos). Censura: 10 anos.

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