O retrato do somnas linhas de um contrabaixo livre

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2012 | 03h07

I tiberê Zwarg abre o encarte de seu álbum com uma frase que diz tudo. "Um CD é uma fotografia do som." Contrabaixista que melhor soube captar os ensinamentos do mestre Hermeto Pascoal desde que gravou e tocou com ele em inúmeros projetos, Itiberê assumiu a linguagem do "tudo é música" e a usa agora em seu disco Identidade. O tema de abertura, Identidade Parte 1, traz uma gravação encontrada na família feita em acetato em 1954, com o tio Ernesto perguntando ao menino de então 4 anos de idade se ele sabia cantar. As perguntas do tio e as respostas do garoto vão sendo repetidas e ganhando aos poucos linha melódica marcada pelo baixo, ritmo e harmonia. A alma livre de Itiberê não segue os conceitos de uma frente da música instrumental brasileira que mais poderia ser chamada de jazz tamanho as cópias aos formatos gringos. O baixista parece criar seus caminhos no momento em que toca, sem amarras, como faz no ágil baião Na Casa do Can, na irresistível Na Sala da Laurinda e em Forró das Arábias./ JULIO MARIA

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