Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

O recado bem dado de Criolo

Em menos de uma hora de show, Criolo desfilou todos os temas de seu disco Nó na Orelha

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h06

São 23 anos de uma longa caminhada no rap nacional e 2011, finalmente, marcou a consagração de Kleber Gomes, o Criolo. O "carimbo final", ele mal saberia que viria horas depois de sua apresentação no Planeta Terra, com Chico Buarque o reverenciando em Belo Horizonte ao cantar a versão que o compositor paulistano fez para Cálice.

Depois de arrebatar três prêmios no VMB deste ano, Criolo fez o show de abertura do festival, pontualmente, às 16h, no palco principal. Acompanhado de sua banda de all-stars e vestindo uma camiseta em homenagem a uma de suas maiores referências no rap, Sabotage (1973-2003), em menos de uma hora de show, Criolo desfilou todos os temas de seu disco Nó na Orelha.

No repertório, Mariô, Sucrilhos, Subirusdoistiozin, Samba Sambei, Freguês da Meia-Noite, Não Existe Amor em SP, Lion Man, Linha de Frente, Grajauex e Bogotá. Além das faixas de Nó na Orelha, Cerol e Vasilhame.

Ao final do show, Daniel Ganjaman (que divide a produção do disco com Marcelo Cabral) elogiou a organização do festival, a estrutura de som e, principalmente, o fato de não ter uma pista VIP, que sempre prejudica os fãs de verdade. A apresentação só não teve ares apoteóticos pela infelicidade dos curadores ao escalarem Criolo para tocar tão cedo. Ele merecia cantar para um público maior.

Quem também reclamou do horário de seu show foi Jorge du Peixe, que se apresentou com a Nação Zumbi, também no palco principal, das 17h30 às 18h30. A tarimbada banda de Pernambuco fez a mesma apresentação de sempre, sem surpresas, o que, nesta caso, soa como algo positivo. No set list, Manguetown, Bossa Nostra, Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada, Blunt of Judah, Maracatu Atômico (Jorge Mautner e Nelson Jacobina) e Umbabarauma, tema que a banda está acostumada a tocar em seu projeto paralelo, Los Sebosos Postizos, no qual interpreta composições de Jorge Ben.

Entre as atrações brasileiras, o palco secundário recebeu apresentação na média da banda Garotas Suecas. Entre faixas como Codinome Dinamite, Bugalu e Não Vou Ficar (Tim Maia), o momento mais "marcante" foi quando o grupo recebeu o ex-dançarino do É o Tchan, Jacaré, para rebolar ao som do maior hit dos paulistanos, Banho de Bucha.

Houve elogios em relação à equalização de som nas apresentações do palco principal, mas a verdade é que as edições anteriores (com Macaco Bong, em 2009, e Mombojó, em 2010) tiveram um volume indiscutivelmente mais elevado e respeitoso com as bandas brasileiras.

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