O que diz o livro sobre os três filmes

Na biografia de Shawn Levy, fala-se muito de O Mercador de Almas, até porque foi durante as filmagens que Paul Newman e Joanne Woodward começaram o namoro e compraram uma cama de casal na qual cabiam três pessoas. Newman achava que era cama de bordel. Tennessee Williams também, e tentou comprar o móvel do casal, por considerá-lo "o mais perfeito exemplo da decadência sulista".

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 00h00

São passagens como essa que fazem da biografia de Newman mais que uma burocrática sucessão de datas e nomes. Nela, cabem o ator, o piloto de corridas, o empresário, o filantropo, o pai de família e o alcoólatra que chegou ao cinema com outros alunos do Actor"s Studio (Marlon Brando, James Dean) e conquistou Hollywood com seus olhos azuis e braços musculosos, após estrear no palco, aos 7 anos, como um bobo da corte numa peça intitulada Os Trabalhos de Robin Hood.

Levy acompanha sua carreira desde a infância até o serviço fúnebre fechado do ator, em setembro de 2008. Mesmo com câncer no pulmão, Newman preparava-se, então, para dirigir uma versão teatral de Ratos e Homens, de Steinbeck, após rejeitar o convite do amigo Roberto Redford para filmar novamente com ele (os dois fizeram Butch Cassidy, o maior êxito da dupla).

Sobre Doce Pássaro da Juventude, Levy conta que Newman não foi a primeira escolha de Tennessee Williams para o papel quando Elia Kazan dirigiu a peça (o filme foi realizado por Richard Brooks). O dramaturgo pensava em Marlon Brando para o alpinista social que se aproveita de uma atriz decadente e acaba contaminando com uma doença venérea a filha do maioral da cidade. Finalmente, sobre Quatro Confissões, o entusiasmo do crítico diminui: considerou um erro o ator fazer um bandido mexicano.

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