O que acontece no FID-2000

Atrações InternacionaisCie de Brune e Lynda Gaudreau (Canadá): Encyclopoedia - Document 1Antes de se dedicar à linguagem coreográfica, Lynda Gaudreau estudou história da arte e filosofia e se formou em dança clássica e moderna. Isso talvez explique um trabalho que oscila entre formalismo e sensualidade, com toques de teatralidade. Gaudreau se define uma anatomista do movimento, arquiteta do corpo humano.Document 1, criado em 1999 no Festival Internacional de Nouvelle Danse (Montreal), é o primeiro de uma série de documentos que constituirão a Encyclopoedia da coreógrafa. Uma enciclopédia de dança, lúdica e sem pretensões científicas composta por uma coleção de movimentos - com trechos de coreografias de alguns dos mais importantes criadores atuais, como Meg Stuart, Philip Szporer, Marlene Millar, Barbara De Coninck, Benoît Lachambre, Daniel Larrieu, Jerôme Bel, Jonathan Burrows e Daniel Javier. Gilles Jobin (Suíça / Reino Unido): BraindanceO ser humano ocidental e suas preocupações existenciais; o corpo desacelerado, preguiçoso e suas pulsões íntimas. Essa é a base do trabalho do coreógrafo suíço Gilles Jobin, que traz ao FID 2000 o espetáculo Braindance. A montagem tem como temas principais a lentidão, o tédio, a preguiça e a morte. Segundo o jornal francês Le Monde, Braindance "reúne com originalidade imagens que anunciam o pior sem mostrá-lo na sua literalidade, obrigando o espectador a completar um quebra-cabeças de horror dificilmente imaginado, um trabalho onde o obsceno se tornaria sagrado". Durante uma hora, Jobin e outros quatro bailarinos mostram aspectos inusitados do corpo humano. O ritmo desacelerado do espetáculo permite mergulhar o espectador em um estado de consciência diferente, como se estivesse sob efeito de uma droga, o que é chamado por Jobin de "estados alterados".La Ribot (Espanha/ Reino Unido): Más DistinguidasCom um trabalho que mistura coreografia, mímica, teatro e artes plásticas, a espanhola radicada em Londres La Ribot vem se destacando no cenário internacional das artes visuais. Ela traz ao FID 2000 o espetáculo solo Más Distinguidas, conjunto de 13 pequenas peças com duração entre 30 segundos e 7 minutos. A montagem faz parte do projeto Piezas Distinguidas. Como obras de arte, as "piezas" são vendidas a proprietários, que, além de terem seus nomes postos ao lado dos títulos, podem assisti-las gratuitamente em qualquer lugar do mundo. Os donos recebem também uma filmagem única da peça em super 8. A idéia é de que o corpo seja um suporte para a arte, como um pôster -por isso a insistência pelo nu. Par B.L.eux e Benoît Lachambre (Canadá): Délire DéfaitOs 20 anos de carreira como intérprete, coreógrafo e diretor artístico permitiram a Benoît Lachambre a construção de uma corporalidade própria -crua, seca e híbrida. A procura pela espontaneidade o levou à realização de um trabalho mais alternativo e faz dele um artista reconhecido e apreciado como marginal e não-formalista. A companhia que dirige, Par B.L.eux, é voltada para a pesquisa e criação em dança. O espetáculo Délire Défait é, segundo Lachambre, "uma performance em instalação". A apresentação ao vivo da dança e de sua vídeo-difusão tem como alvo a redefinição da percepção do espectador e de sua reflexão sobre a televisão. Atrações NacionaisCia Nova Dança 4 (São Paulo): PasseiosCriada em 1995, a companhia é parte do movimento Nova Dança, que engloba ensino, pesquisa e criação. Reunindo artistas de diversas áreas, investiga a dramaturgia do intérprete. A abordagem corporal parte do estudo das funções físicas do movimento e resulta em uma dança que respeita a anatomia de cada corpo e explora a singularidade de cada bailarino. Instrumento técnico, o improviso faz com que o espetáculo se construa em tempo real, convidando o espectador a ser cúmplice do imprevisível jogo da criação. Passeios vai em busca de movimentos, gestos, intenções, sensações que provoquem o improvisador e o espectador, interferindo no cotidiano para fazer renascer a curiosidade de investigar. A direção geral do espetáculo é de Cristiane Paoli-Quito.Cia Municipal de Dança de Caxias do Sul: Linha AbertaO espetáculo, de 17 minutos, será apresentado junto a Pressa, de Cristian Duarte. Apostando na descentralização cultural, a companhia investe não só em espetáculos, mas também em educação e desenvolvimento de talentos em trabalhos junto a comunidades carentes. No espetáculo, dividem o palco o coreógrafo Ney Moraes, com formação em capoeira, balé, alongamento, expressão corporal e dança de salão, e o ator e bailarino mineiro Ricardo Vinícius. A direção artística é de Sigrid Nora. Cristian Duarte (São Paulo); espetáculo: PressaCom trilha sonora retirada de zapping televisivo e desenvolvido com o apoio da Rede Stagium, o solo Pressa propõe uma linguagem de movimento com profundo respeito à anatomia do corpo. Explora o uso da gravidade, dos riscos e dos apoios. A intenção é criar no observador uma urgência na percepção dos eventos por meio da justaposição de movimento, iluminação, imagens e sons. Concepção, direção e interpretação são de Cristian Duarte, que recebeu pelo espetáculo os prêmios Associação Paulista de Críticos de Arte 98 de melhor intérprete criador e Mambembe 98 de melhor bailarino. Bailarino, coreógrafo, Cristian integra desde 1995 a Cia. Nova Dança.Cia. SeráQuê? (Belo Horizonte): Quilombos UrbanosFundada sobre a integração de elementos da dança, teatro e música, a companhia desenvolve seu trabalho em torno do resgate das raízes culturais, tradições e cultos religiosos. Em Quilombos Urbanos, junta-se à SeráQuê o grupo Up Dance, com repertório de dança de rua baseado na cultura hip hop - especialmente em duas de suas formas de manifestação: o rap e o grafite.Concebido como uma festa popular sem hora nem dia para acabar, o espetáculo é um espaço privilegiado de trocas, semelhante a mercados e feiras. É um manifesto alegre e direto, com elementos cênicos que privilegiam a presença da cultura africana no ocidente e coloca em cena questões sociais e manifestações culturais da periferia. A coreografia é do bailarino Rui Moreira, que divide criação, roteiro e direção com os músicos Gil Amâncio e Guda.Marcenaria - Centro de Criação Cênica e Tarcísio Ramos Homem (Belo Horizonte): Rua das FloresRua das Flores é uma adaptação livre do conto Réquiem por um Fugitivo, de Caio Fernando Abreu. Tem como matéria-prima sentimentos, emoções e situações da realidade humana. Um projeto-espetáculo que investiga conceitos, instrumentos, métodos e técnicas da dança e do teatro como forma e processo de montagem. No palco, as bailarinas Ana Virgínia Guimarães e Gabriela Córdova Christófaro.A Marcenaria - Centro de Criação Cênica é um espaço que oferece à comunidade oficinas, mostras e informação nas áreas de dança, teatro e música. Tarcísio Ramos Homem, responsável pela concepção, direção e produção do espetáculo, se dedica à pesquisa, ensino e direção nas áreas de dança e teatro, com experiência no Brasil, Holanda e Dinamarca.Thembi Rosa e O Grivo (Belo Horizonte): PropriocepçãoPropriocepção é o sentido que permite ao indivíduo ter a consciência do corpo como seu e compreender sua relação com o espaço. As idéias para a coreografia do espetáculo nasceram da interpretação de um caso clínico que descreve a trajetória de uma mulher que compensa um déficit na propriocepção movendo-se através do olhar. Os conceitos fundamentais da montagem são velocidade, sobreposição, repetição, intuição, improvisação e fragmentação. Thembi Rosa - também responsável pela coreografia - divide o palco com o grupo de música experimental O Grivo, formado por Marcos M. Marcos e Nelson Soares. Luciana Gontijo e Margô Assis (Belo Horizonte): eXperimento 1O espetáculo será apresentado junto a Corpo Emprestado, do Grupo Vis. O título do trabalho já apresenta a sua natureza: investigação do corpo que se desdobra em discussão e problematização da própria dança. Cruzando referências científicas, filosóficas e a própria história da dança, as duas coreógrafas, que já trabalham juntas desde 1996, compreendem que a construção dos processos de criação constituem a diversidade de formas que ampliam o próprio conceito de dança. Grupo VIS (Belo Horizonte): Corpo EmprestadoO espetáculo busca promover um pensamento sobre o corpo na realidade contemporânea - sua banalização, supervalorização, deturpação, simulação, virtualização e manipulação. No universo virtual pode-se criar livremente um corpo com as mais variadas personalidades. Porém não há lugar para um corpo real, com suas características genéticas originais. Corpo Emprestado explora também a relação corpo/doença e a relação entre patologia e identidade. O processo de criação foi estimulado por esses temas, filtrados pelo olhar pessoal dos bailarinos. São movimentos interrompidos, cortados.Formada por bailarinos e pessoas que acumulam conhecimentos em dança e artes plásticas, a companhia surgiu em 1997. Guilherme Machado, Lílian Oliveira, Márcia Neves e Renata Ferreira são os responsáveis pela concepção do espetáculo, cuja criação contou com participação de Sebastião Miguel.Jambazaart (Belo Horizonte): A Metamorfose em DeambulatórioInspirado no livro A Metamorfose, de Franz Kafka, o espetáculo gira em torno da interpretação que cada bailarino em cena faz da história. Contada sobre diferentes pontos de vista, com mais de uma cena se desenvolvendo simultaneamente, a história pode ser vista de diferentes maneiras pelo espectador. Por isso, o espetáculo é repetido duas vezes, sem interrupção, permitindo que as cenas sejam revistas ou que o olhar se volte para uma nova opção.Formada por Joaquim Elias, Aryane Perrottet e Margô Assis, a companhia se define como uma geléia básica de artes em geral, estabelecendo vínculos entre a dança e outras artes. O que se busca é a participação dos integrantes em todas as etapas da montagem dos espetáculos, da criação dos figurinos, cenários, iluminação, pesquisa literária e musical, além da composição coreográfica.Palestras: "Aprendendo a Pensar: O Corpo em Movimento"Técnica Cunningham e a Física Contemporânea - Gícia Amorim (SP) e Jorge de Albuquerque - Física/ PUC-SPPor meio de exercícios de alongamento, força, coordenação motora e torções e inclinações do tronco, a aula prática aborda os fundamentos da técnica do coreógrafo norte-americano Merce Cunningham, criador de uma das principais técnicas de preparação corporal. Discípula de Cunningham, Gícia Amorim é quem comanda a oficina. Bailarina, coreógrafa e professora, Gícia é integrante do Centro de Estudos em Dança da PUC-SP e parte de sua formação profissional foi feita em Nova York, no programa de treinamento profissional do Merce Cunningham Studio. A parte teórica do programa fica a cargo do professor Jorge de Albuquerque, da Faculdade de Filosofia e Comunicação da PUC-SP, graduado em engenharia de telecomunicações e doutorado em comunicação e semiótica. Os Dualismos de Descartes e o Balé - Zélia Monteiro (SP) e Telma Birchal - Filosofia/ UFMGZélia Monteiro é bailarina e professora desde 1977 e o foco de seu trabalho é a consciência do corpo geradora de movimento. Para ela, os movimentos do balé são uma extensão natural e perfeita dos movimentos do corpo e respeitam a constituição física e motora do ser humano. A intenção é mostrar aos alunos que o corpo que dança balé é o mesmo que vive e apreende todas as informações do mundo, podendo ser trabalhado dentro e fora da sala de aula.Segundo a professora doutora Telma Birchal, do Departamento de Filosofia da UFMG, a parte teórica do seminário pretende refletir sobre as origens, no pensamento de Descartes, de uma idéia de "eu" ou de "sujeito" que se define como "alma" ou "pensamento". Contato Improvisação e o Mito da Natureza X Cultura - Tica Lemos (SP) e Cristina Magro - Letras / UFMGA multifacetada Tica Lemos é atriz, dançarina, produtora, capoeirista, praticante de aikidô, diretora e introdutora no Brasil da técnica de contato-improvisação. Sua formação acadêmica se deu na Escola para Desenvolvimento da Nova Dança, em Amsterdã, na Holanda. É uma das fundadoras e diretoras do Estúdio Nova Dança e da Cia. Nova Dança, em São Paulo. A parte teórica do programa será discutida por Cristina Magro, lingüista professora do departamento de letras da UFMG. Cristina trabalha um discurso diferenciado da dança.Lynda Gaudreau e Cie de Brune (Montreal, Canadá)A intenção da oficina, que será ministrada por Lynda e Mark Eden-Towle - um dos bailarinos que a acompanha no espetáculo trazido ao Brasil - é permitir o acesso do público a seu fazer coreográfico. Em última análise, é a síntese do que quer o FID, trazer à tona a maior variedade possível de registros de apresentação da informação.A Enciclopédia (aula aberta) - Prof. Bernardo Jefferson de Oliveira - FAE /UFMGA idéia da enciclopédia era juntar os conhecimentos e, principalmente, disponibilizá-los, tornando-os acessíveis a todos. Assim, no século 18, os enciclopedistas visavam propiciar uma formação mais plena, que associasse teoria e prática e que estimulasse novos pensamentos e ações. Mas como a arte e o corpo foram concebidos pelos enciclopedistas? É disso que trata o seminário, que discutirá também os limites do enciclopedismo e suas influências na nossa cultura.EspetáculosJambazaart fará inúmeras apresentações. Todas no Centro de Cultura de Belo Horizonte. Sábado dia 10 de junho, às 21h; domingo dia 11 de junho, às 19h; sábado dia 17 junho, às 21h; domingo 18 de junho, às 19h; sábado 24 de junho, às 21h; e domingo 25 de junho, às 19h01/07 - SábadoCia. Nova Dança 4 - Praça da Liberdade, às 16h30 2/07 - DomingoCia. Nova Dança 4 - Parque Municipal, às 16hPar B.L.eux - Teatro Francisco Nunes, às 18hCie de Brune - Palácio das Artes, às 21hJambazaart - Centro de Cultura Belo Horizonte, às 24h (de Domingo para Segunda)03/07 - Segunda-feiraCia Nova Dança 4 - Parque Lagoa do Nado, às 16hMarcenaria - Teatro Marília, às 19h30Cia. SeráQuê? - Teatro Sesiminas, às 21h04/07 - Terça-feiraCia. Municipal de Dança de Caxias do Sul - Teatro Francisco Nunes, às 19h30Cristian Duarte - Teatro Francisco Nunes, às 19h30Cia. SeráQuê? - Teatro Sesiminas, às 21h05/07 - Quarta-feiraLa Ribot - Teatro Marília, às 19hCia. Municipal de Dança de Caxias do Sul - Teatro Francisco Nunes, às 19h30Cristian Duarte - Teatro Francisco Nunes, às 19h3006/07 - Quinta-feiraLa Ribot - Teatro Marília, às 19h07/07 - Sexta-feiraLuciana Gontijo e Margô Assis - Teatro Francisco Nunes, às 19h08/07 - SábadoThembi Rosa e O Grivo - Teatro Marília, às 17hLuciana Gontijo e Margô Assis - Teatro Francisco Nunes, às 19hGilles Jobin - Teatro Sesiminas, às 21h09/07 - DomingoThembi Rosa e O Grivo - Teatro Marília, às 17hGilles Jobin - Teatro Sesiminas, às 21hPalestras / Aulas10 a 15 de junho - Técnica Cunningham e a Física Contemporânea - Stúdio Teresa Ricco (R. Ouro Preto, 1.700 - Santo Agostinho); Horário: dia 10, de 14h às 19h, e dos dias 11 a 15, de 14h às 17h 17 a 22 de junho - Os Dualismos de Descartes e o Balé - Stúdio Teresa Ricco (R. Ouro Preto, 1700 - Santo Agostinho); Horário: dia 17, de 14h às 18h, e dos dias 18 a 22, de 14h às 16h. 24 a 29 de junho - Contato Improvisação e o Mito da Natureza X Cultura - Stúdio Teresa Ricco (R. Ouro Preto, 1700 - Santo Agostinho);Horário: dia 24, de 14h às 20h, e dos dias 25 a 29, de 14h às 17h.01 de julho - Aula Aberta: A Enciclopédia - Centro de Cultura Belo Horizonte (R. da Bahia 1149 - Centro); Horário: 14h3, 4 e 5 de julho - Lynda Gaudreau/ Cie de Brune - Stúdio Teresa Ricco (R. Ouro Preto, 1700 - Santo Agostinho); Horário: de 14h às 17hLocais- Palácio das Artes, avenida Afonso Pena, 1.537, Centro - Telefone: 31 237-7399. - Teatro Sesiminas, rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia - Telefone: 31 241-7181.- Teatro Marília, avenida Prof. Alfredo Balena, 586, Centro - Telefone: 31 224-4445.- Teatro Francisco Nunes, avenida Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, Centro. Telefone: 31 224-4546.- Parque Municipal, avenida Afonso Pena, s/nº.- Parque Lagoa do Nado, rua Lincoln Prates, 240, Itapoã - Telefone: 31 277-7321.- Centro de Cultura Belo Horizonte, rua da Bahia 1.149, Centro - Telefone: 31 277-4014.Ingressos1) Pacotes promocionaisOs pacotes promocionais serão vendidos entre 12 e 29 de junho no posto da Telemig Celular da Praça da Savassi (Praça Diogo Vasconcelos 274, Savassi - 31 259-4832)Pacote de 9 ingressos: R$ 63,00 (inteira) e R$ 31,50 (meia)Pacote de 7 ingressos: R$ 56,00 (inteira) e R$ 28,00 (meia)Pacote de 5 ingressos: R$ 45,00 (inteira) e R$22,50 (meia)Pacote de 3 ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)Pacote de 1 ingresso: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)2) Ingressos individuaisDe 30 de junho a 9 de julho, os ingressos individuais serão vendidos nas bilheterias dos teatros ao preço de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

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