O primeiro 'spaghetti' de Hollywood

Quando o Amor Acontece

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 02h09

16 H NA GLOBO

(Hope Floats). EUA, 1998. Direção de Forest Whitaker, com Sandra Bullock, Harry Connick Jr., Gena Rowlands, Mae Whitman, Michael Pare.

Na vida, todo mundo sabe que Sandra Bullock, vitoriosa no Oscar, sofreu uma grande decepção ao descobrir as (no plural) infidelidades do marido. A ficção se havia antecipado à realidade e, nesta comédia romântica, Sandra volta para a casa da mãe ao descobrir que o marido e a melhor amiga (muy amiga...) dela tinham um caso. Harry Connick Jr. faz o antigo namorado. Sandra, Gena Rowlands (como a mãe) e o ator Forest (Bird) Whitaker, na função de diretor, garantem o interesse e impregnam o filme com boas observações e toques humanitários. Reprise, colorido, 114 min.

O Suspeito

22H45 NO SBT

(Rendition). EUA, 2007. Direção de Gavin Hood, com Jake Gyllenhaal,

Reese Witherspoon, Peter Sarsgaard.

Depois de ganhar o Oscar de filme estrangeiro com Tootsie, o sul-africano Hood estreou em Hollywood com este drama político mais bem intencionado do que bom. Jake Gyllenhaal faz agente da CIA que toma consciência da brutalidade dos métodos de interrogatório de suspeitos de terrorismo durante a administração George W. Bush. Na verdade, estamos falando de tortura, pura e simples. O torturado, no caso, é um cidadão norte-americano e a mulher dele, Reese, clama por ajuda. Inédito, colorido, 120 min.

Oscar Niemeyer - O Arquiteto do Século - Parte 2

0 H NA CULTURA

Brasil, 2002. Direção de Paulo Mattos e Marcos Menescal.

Segunda parte do documentário que retraça a trajetória de Oscar Niemeyer. Na época, ele estava nonagenário. Viveu mais dez anos, e não deixou de produzir nem refletir (sobre si mesmo e o mundo). Reprise, colorido, 55 min.

Jogos de Conexão

0 H NA REDE BRASIL

(A Good Man in a Africa). África do Sul, EUA, 1994. Direção de Bruce Beresford, com Colin Friels, Joanne Whalley-Kilmer, Sean Connery.

O romance de William Boyd é uma obra de prestígio, mas a adaptação, feita pelo autor, é decepcionante. Diplomata inglês é confrontado com a brutalidade das guerras tribais numa nação africana. A questão racial interessa ao diretor Beresford - de Conduzindo Miss Daisy -, mas a pintura dos africanos tende mais para o estereótipo. São ignorantes e selvagens, para dizer-se o mínimo. Reprise, colorido, 93 min.

Broadway Danny Rose

2H30 NA BAND

(Broadway Danny Rose). EUA, 1984. Direção e interpretação de Woody

Allen, com Mia Farrow, Nick Apollo Forte, Will Jordan, Milton Berle.

Um dos filmes considerados 'menores' da fase de Woody Allen com Mia Farrow. A reputação deve-se em parte ao fato de Broadway Danny Rose se situar entre duas obras maiores - Zelig e A Rosa Púrpura do Cairo. O caso do agente que tenta alavancar a carreira de um cantor com problemas com a Máfia é tudo de bom. O próprio Allen tem um de seus melhores papéis. Reprise, preto e branco, 82 min.

TV Paga

Sudoeste

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2011. Direção de Eduardo

Nunes, com Simone Spoladore,

Dira Paes, Raquel Bonfante.

Vencedor dos prêmios de direção e fotografia (Mauro Pinheiro Jr.) para os melhores de 2012, segundo a APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, o sofisticado drama de Eduardo Nunes estreia na TV paga no momento em que também acaba de chegar aos cinemas. Toda a vida de uma mulher, do nascimento à morte - e ela morre de velha -, é resumida num único dia. A narrativa pode ser considerada difícil, principalmente para quem reza pela cartilha de Hollywood, mas não falta brilho ao longo, que ainda conta com impecável interpretação de Simone Spoladore - mas quando é que ela não é boa? Reprise, preto e branco, 128 min.

O Leitor

0H15 NO TELECINE CULT

(The Reader). EUA/Alemanha, 2008. Direção de Stephen Daldry, com Kate Winslet, Ralph Fiennes, David Kross, Lena Olin, Bruno Ganz.

O longa que o diretor Daldry adaptou do livro de Bernhard Schlink - e que deu o Oscar de melhor atriz para Kate Winslet. Garoto liga-se a mulher mais velha e ela é levada a julgamento, acusada de crimes contra a humanidade durante o nazismo. Kate é excepcional no papel, e a única falha do filme é a maquiagem, de envelhecimento. A cena final, o encontro de Ralph Fiennes com Lena Olin, é, sozinha, umas aulas de cinema - e a melhor coisa feita pelo diretor. Daldry esteve incógnito nos últimos dias, em São Paulo, acertando detalhes de um projeto que vai desenvolver com a O2 Filmes. Reprise, colorido, 124 min.

A Marca da Forca

3H15 NO TCM

(Hang' em High). EUA, 1968. Direção de Ted Post, com Clint Eastwood, Inger Stevens, Ed Begley, Pat Hingle, Ben Johnson, Dennis Hopper.

A primeira tentativa hollywoodiana de fazer um spaghetti western, décadas antes do Django, de Quentin Tartantino. Clint Eastwood, recém-saído dos bangue-bangues de Sergio Leone, carrega no pescoço a marca da forca. E tenta se vingar dos pistoleiros que quiseram matá-lo. Post é muito melhor diretor do que sonham seus críticos. Basta lembrar de seu poderoso Inferno sem Saída, sobre a Guerra do Vietnã. Sua obra merece revisão. Reprise, colorido, 114 min.

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