O premiado Hunger, do 'outro' Steve Mcqueen

Comemoram-se este ano 80 anos de nascimento (em março) e 30 de morte (em novembro) de Steve McQueen. Ao redor do mundo, o astro de ação de Hollywood está sendo lembrado por seus grandes filmes nos anos 1960 e 70, quando estava no auge. Mas há outro Steve McQueen, homônimo do ator. É diretor de filmes experimentais. O "outro" McQueen começou mostrando seus trabalhos em galerias de arte. A maioria é de curtas. É dele o longa Hunger, que integra a mostra Zona Livre, formada por produções independentes, no CineSesc. É interessante comparar a estreia do estilista Tom Ford - O Direito de Amar -, com o que Steve McQueen está fazendo.

, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

Tom Ford foi criticado pela "excessiva" beleza de seu filme, mas ela é necessária para contar a história deste homem que idealiza o mundo, no que acredita que está sendo seu último dia. McQueen bate mais pesado. Em 1981, o presidente Ronald Reagan e a primeira-ministra Margaret Thatcher estavam gestando um novo modelo socioeconômico. Ela era a Dama de Ferro. Não admitia contestação.

Naquele ano, terroristas irlandeses, integrantes do Exército Republicano Irlandês, iniciaram uma greve de fome na prisão de Maze. Thatcher deixou-os morrer de inanição. Hunger centra-se na figura de Bobby Sands, interpretado por Michael Fassbender. O filme, minimalista e rigoroso, foi premiado em Cannes, no ano passado. McQueen, ao contrário de Ford, não está preocupado com a beleza, mas no caso dele a história exige isso. / L.C.M.

ZONA LIVRE

CineSesc. Rua da Consolação, 2.075, telefone 3087-0500.

R$ 8. Até 25/3

Hoje, às 14 h, All About Lily Chou Chou; e às 17 h, Taxidermia. Amanhã, às 14 h, Daytime Drinking; e às 17 h, The Hunger

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.