O poder das grandes empresas

IM Sang-soo conta que, como todos os estudantes de cinema da Coreia, cresceu à sombra de The Housemaid. O filme de Kim Ki-young (1960) virou obra de referência no país, mas Sang-soo nunca teve muito apreço pela ela. "É horrível", provoca. Há um par de anos, foi convidado para fazer o remake. O filme concorreu em Cannes e logo virou obra de culto. "Fiz para destruir o original", confessa.

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2012 | 03h11

Sang-soo esteve no Rio mostrando seu novo longa, O Sabor do Dinheiro, que concorreu em Cannes em maio. Foi sua segunda visita ao País: "Já estive aqui com The Housemaid". O Brasil interessa-o pelos contrastes sociais e pela diversidade cultural.

Em Cannes, alguns críticos já haviam definido O Sabor do Dinheiro como 'Dallas coreano' - "Que coisa mais idiota", reflete Sang-soo, que não tem tempo nem interesse de acompanhar a nova versão da série na TV. Para ele, mais do que uma história de família, à base de sexo, poder e dinheiro, O Sabor é sobre os conglomerados que dominam o mundo atual. "Não se pode entender o mundo sem a força dessas organizações multinacionais.". Acrescenta que cinema sem sexo, não dá. "O erotismo é essencial." E elogia o rapper Psy, seu compatriota: "É uma explosão de vitalidade." / L.C.M.

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