'O Palhaço' é o indicado do Brasil na disputa ao Oscar

"O Palhaço" vai representar o Brasil na disputa para uma vaga entre filmes estrangeiros no Oscar 2013. A decisão foi tomada após três horas de reunião da comissão de seleção convocada pelo Ministério da Cultura, no Rio. Concorriam 16 longas e a decisão foi demorada, ao contrário do de anos anteriores. Em 2011, por exemplo, "Tropa de Elite 2" foi unanimidade desde o início da discussão. Acabou não ficando entre os cinco finalistas escolhidos pela Academia de Hollywood. Desta vez, privilegiou-se a ''sensibilidade'', disse a secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 10h05

O produtor Flávio Tambellini, um dos oito integrantes do grupo, lembrou que "é uma novidade no cinema brasileiro um filme autoral de grande público". O que fez com que o segundo longa dirigido pelo ator Selton Mello chegasse à disputa com grandes chances de ser escolhido. As comoventes atuações de Selton e de Paulo José também o credenciaram.

Ainda surpreso, e se acostumando com a notícia, Selton declarou à reportagem: "O Palhaço é um filme luminoso. Causou grande encantamento no público brasileiro. Filme que oferece reflexão em uma estrutura simples, sem querer ser maior do que o tema pedia. E é na simplicidade dele que reside sua grandeza. Recebo com grande alegria a incumbência de representar meu País".

Também integraram a comissão a secretária do audiovisual do MinC, a cineasta Ana Luíza Azevedo, o jornalista José Geraldo Couto, o diretor de fotografia Lauro Escorel, o diplomata George Torquato Firmeza e o distribuidor André Sturm, que não pôde comparecer por estar fora do País e enviou suas preferências por e-mail.

A comissão é trocada todo ano para que os filmes selecionados não tenham sempre o mesmo perfil. Ana Paula Santana declarou que a avaliação este ano foi "mais aprofundada". "Ano passado, Tropa de Elite 2 era o fenômeno brasileiro de 12 milhões de espectadores. Era difícil justificar qualquer outro filme depois disso. Haveria um abalo sísmico. Ele se impôs naturalmente. Este ano foi mais difícil. Discutimos mais." A Secretaria do Audiovisual e o Ministério das Relações Exteriores vão sentar para discutir como será o suporte a ser dado ao longa para sua promoção nos Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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