O olhar preciso de Herzog

Em entrevista exclusiva, suíço detentor do Pritzker Prize de 2001 fala de projeto para SP e critica o que chama de "arquitetura genérica"

LAURA GREENHALGH, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2011 | 03h09

Quem é o arquiteto que vai deixar a marca de seu talento numa das regiões mais contrastadas da metrópole, onde convivem as formas palacianas da Sala São Paulo e os becos escuros da Cracolândia? Convidado do Arq.Futuro, encontro internacional de arquitetos e urbanistas promovido pela Bei Editora, o suíço Jacques Herzog, de 61 anos, sócio-fundador do escritório Herzog & De Meuron, com sede em Basileia, e Prêmio Pritzker de 2001, falou em entrevista exclusiva ao Caderno 2 em breve passagem pela cidade. Breve, mas nem tão rara. Herzog já visitou São Paulo outras vezes, como autor do projeto do Complexo Cultural Luz - edifício concebido como uma audaciosa trama de espaços abertos e fechados com 73 mil m² de área, que deverá ter impacto forte, e positivo, na recuperação da área central da metrópole. Encomendado em 2009 pela Secretaria de Estado da Cultura, o projeto segue na pauta do governador Alckmin e as obras podem ter início já no próximo ano.

Nesta entrevista, Herzog fala deste que será um marco na paisagem paulistana, compara-o a outras de suas obras conhecidas - junto com o sócio Pierre de Meuron, assinou projetos como o da Tate Modern, em Londres, ou o Ninho de Pássaro, centro olímpico de Pequim - e reflete sobre os desafios da arquitetura num mundo onde a modernidade está sendo posta em xeque.

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