O Negócio: prostituição com plano de carreira

Lá pelos 30 anos, Karen descobre que não está lá tão satisfeita com os rumos de sua profissão. Ela sabe que é boa no que faz, mas está estagnada, sem perspectiva de crescimento nem plano de carreira, e é então que decide aplicar técnicas de marketing e gestão de negócio para alavancar sua renda. O caso dessa jovem com visão empresarial poderia se encaixar em qualquer revista sobre o mundo corporativo, não fosse o fato de Karen ser garota de programa de luxo, personagem de O Negócio, nova série original da HBO, em parceria com a produtora Mixer, que começa a ser gravada nesta sexta, em São Paulo. Ao todo, serão 26 semanas de filmagens, em mais de cem locações que remetem ao circuito business da cidade, Brooklin, Vila Olímpia e Itaim, na zona sul de São Paulo.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2012 | 11h17

"O ponto de partida para a trama foi a pergunta: Por que não?", disse à reportagem Rodrigo Castilho, que juntamente com Luca Paiva Mello criou e roteirizou a série de 13 episódios. "Hoje somos bombardeados por dicas para alavancar negócios. Então, pensamos que seria divertido aplicar essas ferramentas na profissão mais antiga do mundo, que, curiosamente, teve poucas mudanças na forma como é praticada até hoje."

Baseada em estratégias reais que grandes bancos, supermercados e montadoras usaram para melhor posicionar suas marcas, a série conta a história de três amigas, prostitutas de luxo, longe do estereótipo das meninas gostosonas e espetaculosas das ruas e boates.

Como protagonistas foram escolhidas as magrinhas Rafaella Mandelli (de Meu Nome Não É Johnny), Juliana Schalch (do especial Alice, da HBO) e Michelle Batista (da série Os Clandestinos, da Globo). "Quisemos dar a sensação de que elas são mulheres comuns, que estão na mesma fila do banco, comendo nos mesmos restaurantes que qualquer pessoa, sem que se perceba que são prostitutas", diz Castilho.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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