O músico Jusid, entre thriller e vida interior

Filho de um diretor argentino importante - Juan José Jusid, de Los Gauchos Judios -, Federico Jusid é o compositor de Getúlio. Sua partitura vira personagem, como o cenário, o Palácio do Catete. Federico conta aqui, por e-mail, como chegou ao projeto.

O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2014 | 02h04

"João Jardim queria um score entre o thriller e o mergulho mais aprofundado nos personagens. Eduardo Milewicz, que o ajudou com os atores, me conhece bastante. Eduardo fez a aproximação e a coisa andou."

"Minha inspiração veio da imagem, da trama, das interpretações, da construção do tempo, mas veio sobretudo das conversas com João. A boa partitura é a que permite descobrir mais coisas do que vemos na tela. Foi nosso conceito. Às vezes, ela estabelece o ponto de vista histórico. Outras, pulsa com o desenvolvimento da trama, mas o mais importante é o processo interior desse homem que vive um momento crítico. Tentei criar uma trilha intensa e emocional."

Jusid também assina a trilha de Todos Tenemos Un Plán, de Ana Fiterberg, longa argentino que concorreu no Cine PE. "Ao contrário da música de concerto, a que também me dedico, a de cinema é um processo mais coletivo. É meu terceiro trabalho com Lúcio Godoy. Viemos de escolas distintas, mas temos muita afinidade estética. É estimulante." / L.C.M.

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