De ponta-cabeça. Sua marca em Visita a Ekely, de 2005
De ponta-cabeça. Sua marca em Visita a Ekely, de 2005

''O mercado não é um problema''

"Sempre soube que no mundo temos de ser objetivos. E essa é a nossa grande catástrofe", afirma Baselitz, ao lado de suas pinturas de uma estética fluída, rabiscada, com cores divergentes. "Diz-se de mim que não sou politicamente correto, que sou de direita e simpatizo com isso", ironiza ele.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2010 | 00h00

Provocador, foi expulso da Academia de Belas-Artes da antiga Berlim Oriental no início de sua carreira. Mas na luta entre abstração (do lado capitalista) e figuração (lado socialista) num país dividido até 1989 - ninguém, afinal, "pintava como o alemão", diz.

Em 1984, o crítico Robert Hughes questionou quantas pinturas o artista, "aquela robusta fonte germânica de mediocridade exaustiva", pintava por ano para saciar o mercado. Baselitz não vê problema na relação entre artes plásticas e dinheiro. "Os jornalistas dizem que os artistas estão muito ligados ao mercado, e criticam isso. E, na verdade, é o contrário. Muito estranhamente, a única disciplina independente são as artes plásticas, porque se colocam no mercado e não são subvencionadas pelo Estado. Não temos teatro nem literatura independente, espera-se sempre algo clássico. Na ópera, colocam sempre Mozart, porque agrada a todos, mas ninguém compra hoje um Rembrandt."

 

Íntegra. linkLeia entrevista completa com Baselitz

 

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