O melhor do fotojornalismo brasileiro em mostra no CCSP

A exposição Fotojornalismo 2006 - Fatos e Histórias do Cotidiano abre domingo para o público no Centro Cultural São Paulo, colocando em evidência um pouco do que de melhor foi produzido por repórteres-fotográficos de revistas, agências e jornais paulistas, entre final de 2005 e de 2006. Realizada pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc-SP), a mostra traz 100 painéis fotográficos, entre P&B e coloridos, que levam o crédito de 83 profissionais. Enquanto a exposição estiver em cartaz, será promovida uma série de bate-papos com autores. "O interessante foi que, dos 86 fotógrafos que enviaram material, 83 foram contemplados. O que mostra que, não só cada vez mais aumenta o número de participantes, como também cresce o número de contemplados", avalia o presidente da Arfoc-SP, Rubens Chiri. "Mais do que nível técnico, os profissionais estão sendo autocríticos e todo mundo que participa mostra material consistente." No total, foram enviadas pelos associados 241 fotografias, que passaram pelo crivo dos curadores Egberto Nogueira, Flávio Cannalonga e Hélio Campos Mello. Elas não precisavam ter sido publicadas. Ao contrário: muitas delas eram altamente qualificadas, mas, por causa de falta de espaço ou solução de edição, ficaram de fora das publicações. Reunidos durante um dia, os curadores chegaram às 100 imagens eleitas, que retratam não só o fotojornalismo do chamado hardnews, do registro do fato nu e cru, como também a modalidade mais poética da crônica visual. Mosaico A retrospectiva revela um ano atribulado, marcado por ataques de facções criminosas, a alegria brasileira durante Copa do Mundo, as eleições, a queda do avião da Gol, além dos fatos internacionais, como a violência no Iraque, a reconstrução de New Orleans, as eleições no Haiti, a Copa propriamente dita na Alemanha. Houve aqueles ainda que, em meio a um cotidiano ensandecido, conseguiram enxergar poesia em uma simples cena urbana ou naquilo que a natureza oferece. De um instante aparentemente banal, tiveram sensibilidade de criar uma imagem tocante, envolvente, reveladora. "Antigamente, os fotógrafos só se preocupavam com a informação. Hoje, a exigência é maior: além da informação, ele tem de trazer fotos tecnicamente mais interessantes", comenta Chiri. No texto de apresentação, o premiado Hélio Campos Mello ressalta a tomada de consciência da importância do papel do fotógrafo e dá as bênçãos ao trabalho de seus colegas. "Essa exposição da Arfoc-SP mostra com veemência impactante, emocionante e cativante, que o trabalho dos fotógrafos - ou fotojornalistas, ou repórteres fotográficos - é muito importante para o jornalismo, assim como o bom texto, a boa foto é fundamental. E tanto repórteres quanto fotógrafos somos apenas isto: jornalistas", escreveu ele. A Arfoc-SP tem planos de reunir todo esse material em livro e, para tanto, está em busca de patrocínio. Fotojornalismo 2006. Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1 000, tel. (11) 3383-3402. 3.ª a 6.ª, das 10h às 20 h; sáb. e dom , das 10 h às 18 h. A partir de domingo

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