O melhor de Ron Howard e as Rainhas

Os Seis Signos da Luz

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h08

15H55 NA GLOBO

(The Seeker: The Dark Is Rising). EUA, 2007. Direção de David L Cunningham, com Alexander Ludwig, Christopher Eccleston, Ian McShane, Wendy Crewson.

Último herdeiro de uma linhagem que combate as forças negativas do universo, Alexander Ludwig descobre que o poder das trevas está crescendo. Para vencer, ele necessita dos seis signos da luz. Fantasias para plateias infantojuvenis. Reprise, colorido, 94 min

Difícil de Matar

22H45 NO SBT

(Hard to Kill). EUA, 1990. Direção de Bruce Malmuth, com Steven Seagal, Kelly LeBrock, Bill Sadler, Frederick Coffin.

Além de duro de aguentar (como ator), Steven Seagal é difícil de matar (como herói americano). Prova disso é o cartaz de hoje do SBT, em que ele faz policial baleado por capanga de político corrupto. Depois de um coma de sete anos, Segal desperta sedento de vingança e, com a ajuda de Kelly LeBrock - sua mulher na época - pega em armas. Kelly era tão bonita quando fez A Dama de Vermelho, de Gene Wilder. O excesso de plásticas e botox a desfigurou. O diretor Malmuth teve um começo apreciável, mas abriu mão de toda ambição e virou faz-tudo, fazendo, em geral, mal. Reprise, colorido, 96 min.

François Truffaut, Uma Autobiografia

0 H NA CULTURA

(François Truffaut, Une Autobiographie). França, 2004. Direção de Anne Andreu.

No Dicionário de Cinema, Jean Tulard observa que a morte de Truffaut produziu uma comoção popular na França e ele foi enterrado como herói nacional. Um dos ícones da nouvelle vague (com Jean-Luc Godard), ele ficou famoso, como crítico, ao atacar o que chamava de 'cinema de qualidade', o cinema de 'papai', inócuo, para as tardes de domingo. Como realizador, começou muito bem, mas aburguesou-se, fazendo filmes sobre a educação sentimental. O documentário de Anne Andreu vê o melhor do diretor, com depoimentos elogiosos de Woody Allen e Catherine Deneuve. Ignora, ou pelo menos não insiste na ruptura final com Godard, que considerava Truffaut traidor da revolução. Reprise, colorido, 54 min.

TV Paga

Nove Rainhas

19H55 NO TELECINE CULT

(Nueve Reinas). Argentina, 2000. Direção de Fabián Bielinsky, com Ricardo Darín, Gastón Pauls, Leticia Bredice.

A carreira de Ricardo Darín é uma impressionante sucessão de sucessos (O Filho da Noiva, Nove Rainhas, O Sinal, etc.), que o transformou no astro número 1 do cinema argentino. Aqui ele forma dupla de trambiqueiros com Gastón Pauls. Vivem de aplicar pequenos golpes, até topar num negócio grande. Na época, criou-se a polêmica - o filme seria um comentário social sobre o vale-tudo como expressão da capacidade de sobreviver do argentino perante a crise. O diretor sempre minimizou esse aspecto, digamos político, preferindo destacar a engenhosidade do roteiro (e da mise-en-scène). O sucesso foi tão grande que Hollywood comprou os direitos de refilmagem, mas o remake 'gringo' não teve muita graça. Claro - não tinha o duo Darín/Pauls nem a esplendorosa Leticia Bredice. Bielinsky, infelizmente, não foi longe, e não por falta de talento. Ele morreu num hotel de São Paulo, em 2006, aos 47 anos, de enfarte, depois de fazer somente mais um longa, El Aura, também com Darín. Reprise, colorido, 114 min.

Brava Gente Brasileira

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2000. Direção de Lúcia Murat, com Diogo Infante, Floriano Peixoto, Luciana Rigueira, Leonardo Villar, Buza Ferraz, Vanessa Marcelino, Edna Marcelino, Sérgio Mamberti.

Colonizadores e colonizados, desbravadores portugueses e povos indígenas - a conquista do Brasil é menos uma epopeia para a diretora Lúcia Murat que uma possibilidade de discutir as misturas que forjaram a brava gente brasileira. Expedição toma o rumo do Pantanal, buscando terras e minas de prata. Descortina-se um novo mundo que a diretora filma com ternura, e violência. Lúcia impõe respeito, independentemente da insatisfação que se possa ter perante Uma Longa Viagem, seu mais recente, e premiado, documentário. Reprise, colorido, 104 min.

O Tiro Que não Saiu pela Culatra

0 H NO TELECINE CULT

(Parenthood). EUA, 1989. Direção de Ron Howard, com Steve Martin, Mary Steenburgen, Dianne Wiest, Jason Robards, Rick Moranis, Tom Hulce, Martha Plimpton, Keanu Reeves, Leaf (Joaquin) Phoenix.

O título brasileiro é meio estapafúrdio, até porque o original, simplesmente A Paternidade, define com muito mais clareza do que se trata. São histórias de família, ou de uma mesma família. Pais e filhos, sobrinhos e tios, primos, avós. Histórias de amor, de amizade, de disputa. Ron Howard ganhou o Oscar por Uma Mente Brilhante e acumulou grandes êxitos de público (Apollo 13, O Código Da Vinci, Anjos e Demônios, etc.). Mas o melhor de seu talento está em filmes pequenos - e humanos - como este, ou no western Desaparecidas. Prepare-se para grandes cenas. Uma das mais inesperadas (a mais?) - Mary Steenburgen faz sexo oral em Steve Martin no trânsito e provoca um acidente. Reprise, colorido, 124 min.

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