O melhor das artes pelo júri do prêmio Bravo Prime

Tanta gente de tantas tendências e áreas da arte brasileira estiveram anteontem à noite na Sala São Paulo na cerimônia de entrega do 2.º Prêmio Bravo! Prime de Cultura. O caráter amplo da premiação, que contempla literatura, dança, artes plásticas, teatro, cinema, música (popular e erudita), além de premiar personalidades e a programação cultural do ano, foi comemorado por todos os participantes. A noite, que também marcou a comemoração dos dez anos da revista Bravo!, ainda contou com participações especiais: apresentações de música, uma leitura emocionada do Poema Sujo pelo seu autor, o poeta Ferreira Gullar, e uma rápida apresentação do ator Marco Nanini. A mestre-de-cerimônias foi a atriz Fernanda Torres. Depois de a cantora Mônica Salmaso se apresentar com o músico Toninho Ferragutti, foi entregue o primeiro prêmio, para dança: a coreógrafa Marcia Milhazes entregou o troféu a Sandro Borelli pelo espetáculo Adeus Deus. Logo após veio a música. Lenine entregou o troféu de melhor show para Mais um Som, de Johnny Alf, e Arnaldo Antunes entregou o prêmio para Luiz Tatit pelo CD Ouvidos Uni-vos. "Bom, pessoal, também estava torcendo para o Chico", brincou Tatit depois dos suspiros da platéia quando foi apresentado o finalista Chico Buarque. Já como melhor CD de música erudita foi premiado Villa-Lobos em Paris, de Gil Jardim. Uma pausa para a leitura de Ferreira Gullar e Luis Fernando Verissimo, "o mestre das palavras mudo", como disse Fernanda Torres, subiu ao palco para entregar o prêmio para o escritor Milton Hatoum pelo livro Cinzas do Norte. "O escritor passa quatro ou cinco anos lutando com as palavras e os leitores lêem sua obra em oito horas", disse Hatoum. Seguiu-se a cerimônia com o prêmio de artes plásticas, para a polêmica mostra de Nuno Ramos no Instituto Tomie Ohtake. Já na categoria cinema levou o elogiado filme Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes. Depois de receber o troféu pelas mãos da atriz Patrícia Pillar, o diretor ficou sem muitas palavras. "Foram sete anos levando não. Quando se leva um sim, a gente nem sabe o que dizer", afirmou Gomes. A sempre acalorada entrega para teatro veio em seguida. O diretor Antunes Filho subiu ao palco para receber o troféu pelo espetáculo A Pedra do Reino. "Queremos oferecer o prêmio ao Sesc, que tem feito tudo por nós. Estão cutucando o Sesc", disse o diretor, se referindo ao projeto de lei que interferiria no apoio da instituição. Por fim, o Centro Cultural Banco do Brasil foi premiado pela melhor programação e o arquiteto Paulo Mendes da Rocha foi escolhido como personalidade do ano. "A cidade é a flor do conhecimento, o melhor que podemos fazer", disse o arquiteto. O último prêmio, escolhido por internautas, foi para o músico Tom Zé, Artista Prime 2006. Antes dessa entrega, o músico Livio Tragtenberg regeu uma bela e comovente apresentação da Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo.

Agencia Estado,

01 Novembro 2006 | 10h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.