O melhor ataque do dr. Hannibal

A TV Record faz hoje, em horário nobre (22h30), uma oportuna reprise: O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme. Serve para comparar com Hannibal, atualmente em cartaz, com o ótimo Hopkins voltando ao papel do perigoso serial killer. É uma obra inferior. Nem poderia deixar de ser. O cartaz da Record é um desses raríssimos filmes que agradam ao público e à crítica, com suspense bem elaborado, atuações mais que convincentes e um roteiro criativo. Não é sempre que se faz um filme assim. Também foi uma das raras produções na história do cinema a levar os quatro Oscars principais, ou seja, filme, direção, ator e atriz. A continuação de um sucesso desses era mesmo inevitável, mas Jodie Foster pediu cachê muito alto e não houve acordo. Acabou substituída por Julienne Moore, que é parecida com ela e uma atriz com mais recursos. O personagem do dr. Lecter, mais conhecido como Hannibal, the Cannibal, foi criado por Thomas Harris, no livro homônimo que rapidamente virou best seller em todo o mundo. Curiosamente, O Silêncio quase não saiu, pois em 1986 o escritor já havia adaptado o livro para outro filme, O Dragão Vermelho, no qual Lecter era um personagem secundário.

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2001 | 16h03

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