O médico e o monstro ganha versão nacional

A lista dos grandes musicais ocupando palcos de São Paulo vai crescer em julho, quando estrear O Médico e o Monstro no Teatro Bradesco. Com um custo estimado de R$ 6 milhões, a produção nacional vai trazer um elenco respeitável (Nando Prado, Kiara Sasso e Kacau Gomes), além de cenografia de J.C. Serroni e figurinos do estilista Fause Haten para contar a história do médico Henry Jekyll que, a fim de solucionar a loucura do pai, assume o papel de cobaia dos próprios experimentos, transformando-se em Edward Hyde, seu alter ego do mal.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2010 | 00h00

Em março, o americano Fred Hanson, diretor artístico da Broadway, veio a São Paulo auxiliar a produção. Sobre essa versão, ele conversou com o Estado.

Quais novidades serão apresentadas aqui?

O Médico e o Monstro é incomum como musical porque tem várias versões diferentes da "original". Houve mudanças no texto e nas músicas em todos os casos. Também existem muitas gravações diferentes. Então é difícil definir exatamente qual é a "original". Aqui, criamos uma versão nova, misturando elementos antigos de maneira a fazer sentido para o público. O compositor Frank Wildhorn é a favor de alterações dependendo do que vai agradar ao público em cada país. Ele deu essa liberdade e participa da criação desta adaptação brasileira.

Musicais são produções caras. Como será no futuro?

É interessante como já acontece uma divisão dos musicais na Broadway, onde o custo de produção é cada vez mais alto. Existem as grandes montagens, dispendiosas e com moderna tecnologia e, do outro lado, montagens menos complicadas, ainda que lindas, criativas e inteligentes, porque usam menos tecnologia. O público americano aceita isso e os dois tipos de show fazem sucesso.

E sobre a necessidade crescente de artistas versáteis?

Sim, musicais necessitam de atores que possam cantar, dançar, e atuar, o chamado "triple threats", em inglês. A fonte de talento aqui está aumentando, mas ainda falta uma boa formação específica. Os atores precisam de treinamento e experiência, além, é claro, de talento. Há pessoas assim, mas não em quantidade necessária para se encontrar o profissional com o perfil exato para um papel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.