O magnífico deserto de Lawrence

Papai Bate um Bolão

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2011 | 03h07

15H30 NA RECORD

(Kicking and Screaming). EUA, 2005. Direção de Jesse Dylan, com Will

Ferrell, Robert Duvall, Kate Walsh, Mike Ditka, Parker Posey.

Quando seu pai supercompetitivo expulsa o próprio neto do time da escola, Will Ferrell vira treinador para que o garoto possa competir num time rival. Dá para rir um pouco e a cena do café, quando Ferrell, superacelerado, perde o controle, chega a ser hilária. Reprise, colorido, 95 min.

O Pão Nosso de Cada Dia

19 H NA CULTURA

Brasil, 2002. Direção de Ricardo

Miranda.

Existem diversas ficções com o mesmo título, filmes do austríaco Nikolaus Geyrhalter, do alemão W.F. Murnau e do norte-americano King Vidor. O documentário do brasileiro Miranda

é, comparativamente, mais simples e direto. Trata da importância do pão nos hábitos alimentares de todo o mundo, com foco para o Brasil, claro. Reprise, colorido, 55 min.

Eu Sou a Lenda

21H15 NO SBT

(I am Legend). EUA, 2007. Direção

de Francis Lawrence, com Will

Smith, Alice Braga, Dash Mihok,

Charlie Tahan.

O livro famoso de Richard Matheson já havia sido filmado por Sidney Salkow (Mortos Que Matam) e Boris Sagal (A Última Esperança da Terra) nos anos 1960. Na versão atual, em 2012, uma praga destruiu a vida na Terra. Will Smith interpreta o último homem, às voltas com mutantes assassinos e, ops, ele não é o único, uma garota (a brasileira Alice Braga). O visual impressiona, Smith tem carisma, mas, lá pelas tantas, o diretor Lawrence banaliza seu relato por meio de clichês de horror. Vira um filme de zumbis, como outros que você já viu antes. Reprise, colorido, 101 min.

No Meio do Rio, Entre as

Árvores

22H15 NA CULTURA

Brasil, 2010. Direção de Jorge

Bodanzky.

Documentário sobre populações ribeirinhas do Alto Solimões, feito, em parte, pelos próprios habitantes locais, com ajuda da produção. O diretor Jorge Bodanzky, pai de Laís, volta ao ambiente de Iracema e Terceiro Milênio, que são melhores, mas isso não anula o interesse, talvez mais social do que estético, dessa visão 'de dentro' da Amazônia. Reprise, colorido, 72 min.

André, a Cara e a Coragem

22H30 NA TV BRASIL

Brasil, 1971. Direção de Xavier de

Oliveira, com Stepan Nercessian,

Ângela Valério, Echio Reis. Roteiro de Maria Aparecida.

Em 1969/70, o diretor Xavier de Oliveira fez dois filmes complementares que focavam os problemas da juventude da época. O primeiro, Marcelo Zona Sul, tratava de um adolescente de classe média e lançou Stepan Nercessian e Françoise Forton. O segundo é o cartaz de hoje da TV Brasil. De novo com Nercessian, o filme mostra adolescente do interior que vem tentar a sorte na cidade grande, mas é massacrado pela metrópole. O desfecho, a solidão do herói contra a explosão da cidade no réveillon, é doloroso. Reprise, colorido, 90 min.

Selena

23H NO SBT

(Selena). EUA,1997. Direção de

Gregory Nava, com Jennifer Lopez, Edward James Olmos, John Seda, Constance Marie

Bem intencionada (e só) cinebiografia da jovem chicana que sonhava ser cantora famosa e foi assassinada quando começava a atingir seu objetivo. Jennifer Lopez é bela e sexy e certamente contribuiu, com sua persona, para solidificar o mito de Selena, mas o filme, com boa vontade, é médio. Se o espectador exigir muito, não é nem isso. Reprise, colorido, 128 min.

Porky's 2: O Dia Seguinte

1 H NA BANDEIRANTES

(Porky's II: The Next Day). EUA, 1983. Direção de Bob Clark, com Dan

Monahan, Mark Herrier, Wyatt Knight, Cyril O'Reilly, Kaki Hunter.

Segundo da série sobre os adolescentes da Flórida que vivem as inquietações próprias do período. O primeiro filme era bom, ou pelo menos marcou época. O 2 é uma sucessão de cenas isoladas e que, às vezes, nem fazem muito sentido. O 3, que conta uma história de vingança - os garotos vingam-se de confraria rival -, é pior. Reprise, colorido, 97 min.

TV Paga

Lawrence da Arábia

20 H NO TCM

(Lawrence of Arabia). EUA, 1962. Direção de David Lean, com Peter O'Toole, Omar Sharif, Alec Guinness, Anthony Quinn, Jack Hawkins, Claude Rains, Anthony Quayle, Arthur Kennedy,

Jose Ferrer.

O épico intimista sobre o aventureiro inglês que liderou tribos árabes do deserto, no começo do século 20, é um dos grandes filmes do cinema, mas é daqueles que você só usufrui completamente na tela ampla do cinema. A entrada em cena de Omar Sharif, quando ele surge como uma miragem, um pontinho no deserto que vai crescendo, não tem o mesmo impacto na TV (nem no home theater). Vencedor de sete Oscars, incluindo melhor filme, diretor, fotografia e roteiro. A curiosidade - Lean queria fazer o filme com Albert Finney, mas ele declinou, porque queria ser ator, não virar uma 'celebridade'. Hoje, parece impossível que Peter O'Toole, tão bom, não tenha sido a primeira escolha do diretor. Reprise, colorido, 216 min.

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