O magnífico cavalo de Turim

Só a íntegra da obra de Claire Denis já seria suficiente para tornar imperdível, para o cinéfilo, o Indie 2011 - Mostra de Cinema Mundial, que começa hoje. Mas o evento também abriga a retrospectiva de Béla Tarr, incluindo dez longas e quatro curtas.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2011 | 00h00

Em Berlim, em fevereiro, ele anunciou que estava parando com o cinema. A comoção foi grande - O Cavalo de Turim, que venceu o prêmio da crítica, é a prova da extrema depuração do estilo de Tarr. O filme, em rigoroso preto e branco, é deslumbrante. Na entrevista ao lado, Claire Denis destaca o longa precedente do diretor, O Homem de Londres, também exibido na Berlinale, no ano anterior, e muito bom.

Somados os 20 títulos de Claire Denis e os 14 de Béla Tarr, o Indie 2011 já tem programação que chegue para manter o cinéfilo ocupado até o dia 29. Mas há mais - a Mostra Mundial oferece 23 filmes inéditos. Representam 15 países.

Entre eles, estão os vencedores de Roterdã, considerado o maior reduto da produção indie fora dos EUA (e de Sundance). Finisterrae, de Sergio Caballero, da Espanha, e Eternidade, de Sivaroj Kongsakul, da Tailândia, venceram o principal prêmio de lá, o Tiger Award. Outros destaques - Bellflower, de Evan Glodell, dos EUA, e Família X, de Koki Yoshida, do Japão.

Outra seção privilegia a Música do Underground e o DIY, Do It Yourself, Faça Você Mesmo. São nove documentários inéditos que trazem bastidores de bandas como Ministry e Fishbone, além do artista performático Jesse Bernstein, que influenciou Kurt Cobain, e a banda brasileira Inocentes, que completa 30 anos. Dois documentários retratam a nova onda do punk, justamente o DIY.

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