''O livro é um monumento à inspiração''

ENTREVISTA

Raquel Cozer, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

SEYMOUR CHWAST

DESIGNER NORTE-AMERICANO

Por que adaptar um livro que já inspirou tantos artistas?

Esse livro é o monumento de um grande poeta à inspiração. Quando comecei minha adaptação, só conhecia as versões de Gustave Doré e William Blake

É sua HQ de estreia, e você evitou o formato clássico de sequência de quadros...

Quadros uniformes são estáticos e entediantes. Copiei o estilo dos melhores quadrinistas, tornando as páginas dinâmicas e animadas. Desenhei cada cena como se fosse o todo.

Por que imaginou Dante como um personagem de história noir?

É o estilo que combina com o espírito da minha arte. E desenhar togas não me interessava...

Qual foi a parte mais difícil e a mais interessante de ilustrar?

O Purgatório foi difícil pela variedade de situações com a ação à beira da montanha. A mais interessante foi o Inferno, naturalmente, porque as punições e os personagens são gráficos e prazerosos.

Não é difícil impactar com um Inferno em preto e branco?

Doré fez a versão dele em preto e branco, e ela é boa o suficiente para mim. Cores tornariam os desenhos menos gráficos e mais decorativos.

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