O impactante Garapa, de Padilha

Letra e Música

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2012 | 03h08

15H40 NA GLOBO

(Music And Lyrics). EUA, 2007. Direção de Marc Lawrence, com Hugh Grant, Drew Barrymore, Brad Garrett.

Hugh Grant faz astro pop decadente que tem a chance de recomeçar. Mas ele precisa compor uma música. Bloqueado, pede ajuda à letrista Drew Barrymore. Apaixonam-se, separam-se, mas - em se tratando de comédia romântica - você tem dúvidas de que o amor não triunfa no fim? A simpatia da dupla torna o filme perfeitamente palatável. Reprise, colorido, 96 min.

Abelhas, Ataque Mortal

22 H NA REDE BRASIL

(Flying Virus). EUA, 2001. Direção de Jeff Hare, com Craig Sheffer, Gabrielle Anwar, Rutger Hauer, Jason Brooks.

Jornalista descobre na Amazônia o povo das sombras. São índios que vivem isolados e desenvolveram um sistema de proteção baseado em abelhas assassinadas, infectadas por vírus mortal. Cientista transporta uma amostra dessas abelhas, mas elas escapam e semeiam pânico a bordo do avião. Ecologia e disaster movie só rimam na mente dos produtores Z de Hollywood. De tão ruim, o filme consegue ser, eventualmente, divertido. Reprise, colorido, 95 minutos.

Imagine Só

22H15 NA GLOBO

(Imagine That). EUA/Alemanha, 2009. Direção de Karey Kirkpatrick, com Eddie Murphy, Thomas Haden Church.

Eddie Murphy faz executivo que não tem muito tempo para a filha. A menina refugia-se num mundo de fantasia e, num momento de crise, faz com que o pai se integre ao seu universo de sonhos. Ele não apenas resolve seus problemas como descobre a força dos laços de família. Reprise, colorido, 107 min.

Espírito Teen, Adolescentes em Hollywood

0 H NA CULTURA

(Teen Spirit: Les Ados à Hollywood). França, 2009. Direção de Antoine Coursat.

O francês Coursat investiga uma vertente específica da produção americana, o filme teen. De obras artísticas como Elefante e As Virgens Suicidas a comédias comerciais como as da série American Pie, ele se interroga sobre o que os adolescentes desses filmes nos dizem - a nós, espectadores - sobre os EUA. Interessante. Reprise, colorido, 60 min.

É Proibido Fumar

2H26 NA GLOBO

Brasil, 2009. Direção de Anna Muylaert, com Glória Pires, Paulo Miklos, Marisa Orth, Dani Nefussi.

A diretora Anna Muylaert e a atriz Glória Pires ganharam vários prêmios por este filme sobre mulher que se envolve com vizinho não fumante e, por conta disso, também deixa de fumar, mas a abstinência de nicotina a lança numa espiral que inclui até assassinato. Anna filma bem, Glória é ótima, todo mundo sabe, mas é injustiça que Miklos, em seu melhor papel, tenha sido relegado a segundo plano (talvez porque já tivesse sido super, hiperpremiado por O Invasor, de Beto Brant). Reprise, colorido, 100 min.

A Canção de Bernadette

2H35 NA REDE BRASIL

(The Song of Bernadette). EUA, 1943. Direção de Henry King, com Jennifer Jones, Charles, Bickford, Vincent Price.

No interior da França, em 1858, garota tem visões da Virgem Maria. A Igreja, numa disputa que envolve o pároco local e o bispo da região, tenta abafar o caso. As autoridades também duvidam da honestidade e sanidade da jovem Bernadette. Considerado um dos melhores filmes religiosos de Hollywood, o cartaz da Rede Brasil valeu a Jennifer Jones seu Oscar de melhor atriz. Ela é boa e o filme conta com a participação, não creditada, de Linda Darnell (como a Virgem). O eclético diretor. Ele tinha tanto prestígio que era chamado de diretor dos diretores, na velha Hollywood. Um de seus temas preferidos sempre foi o embate do indivíduo contra as forças sociais e políticas que tentam aliená-lo. Um programa que merece revisão. Reprise, preto e branco, 122 min.

TV Paga

Onde Começa o Inferno

15H45 NO TCM

(Rio Bravo). EUA, 1959. Direção de Howard Hawks, com John Wayne, Dean Martin, Angie Dickinson.

Western mítico que o grande Hawks fez como reação a Matar ou Morrer, de Fred Zinneman. No outro filme, o xerife Gary Cooper buscava ajuda para combater pistoleiros e não encontrava apoio na pequena cidade, o que permitia ao diretor construir sua metáfora sobre o macarthismo. Aqui, outro xerife, Wayne, manifesta intenção de defender sozinho a cidade de sua cadeia contra quadrilha que quer libertar integrante do bando, mas um grupo heterogêneo formado por bêbado, velho manco e garoto inexperiente cerra fileiras com ele. Para aumentar o perigo, entra em cena a sexy garota do saloon. Hawks fez depois duas variações da mesma história - El Dorado e Rio Lobo. Embora este seja o melhor, todos são belíssimos, e não só para fãs de westerns. Reprise, colorido, 140 min.

Garapa

19 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2010. Direção de José Padilha.

Entre Tropa de Elite 1 e 2, José Padilha voltou ao documentário - território de Ônibus 174 - e fez este filme sobre a fome no Nordeste. Impactante, para se dizer o mínimo. Reprise, preto e branco, 100 min.

Willie Boy

20H05 NO TELECINE CULT

(The Them Willie Boys Is Here). EUA, 1971. Direção de Abraham Polonsky, com Robert Redford, Robert Blake.

Redford faz xerife que caça índio fugitivo. O diretor Polonsky foi vítima célebre do macarthismo e só conseguiu fazer este western quase 20 anos após entrar para a lista negra. Ele teve problemas com o estúdio, o filme foi cortado, mas permaneceu bom. Reprise, colorido, 100 min.

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