O humor sério de Manu Lafer

Na capa de seu sexto CD, Mané Mandou, o médico e compositor Manu Lafer segura o violão como se fosse uma raquete de tênis. "Quis mostrar que a música que faço tem humor e diversão, a partir da canção que a gente até pode chamar de quadra, literalmente." Autor de versos como "A Graça foi séria comigo" (A Marias), ele diz que gosta da ideia de misturar "humor com seriedade", a exemplo de Chico Buarque. Acompanhado por Fabio Tagliaferri, Swami Jr. e Mario Manga, entre outros, Lafer canta hoje, às 16h30, na Fundação Cultural Ema Gordon Klabin (Rua Portugal, 43, Jardim Europa), com entrada franca.

LAURO LISBOA GARCIA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h10

Entre composições próprias - com notória influência de Luiz Tatit no apreço pela palavra - e reinterpretações, como a inusitada versão eletrônica de Águas de Março (Tom Jobim) vertida para o hebraico, há uma grande diversidade de gêneros, ritmos e sonoridades no CD, produzido por Alê Siqueira e Lincoln Olivetti. Misto de frevo, dance music, samba, coco, instrumental, sambalanço, ele não se prende a um "conceito" de álbum.

"Procuro por influência de artistas como Gilberto Gil ter ritmos variados, e a surpresa, justamente. É uma escola de violão criativo, não necessariamente virtuosista, que aprendi com Tatit", diz. Querendo mostrar canções "que sejam interessantes por si mesmas", ele se adapta à era do MP-3 em que essas peças são "consumidas" aleatoriamente. "A música voltou ao que era antes dos LPs, tem que agradar a todo mundo em três minutos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.