O humor nada correto dos Farrelly

O Amor é Cego

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

16 H NA GLOBO

(Shallow Hal). EUA, 2001. Direção de Peter Farrelly e Bobby Farrelly, com Jack Black, Gwyneth Paltrow.

Jack Black faz homem que se pauta pelas aparências e vê as mulheres, principalmente, apenas pela exterioridade. Só lhe interessa se são bonitas, sexys. Mas ele vai tomar uma lição de vida. Graças a um sortilégio descobre o interior de Gwyneth Paltrow. Vê quão maravilhosa ela é, mas para os outros, a moça é só uma gorda sem graça. A comédia em que os politicamente incorretos irmãos Farrelly mostraram que têm um coração de manteiga não agrada a todo o mundo, mas é encantadora e o elenco é ótimo. Reprise, colorido, 113 min.

Banana Joe

16 H NA REDE BRASIL

(Banana Joe). Itália, 1982. Direção de Steno, com Bud Spencer, Marina Langner.

Sem seu ''irmão'' da ficção, Terence Hill - fizeram juntos os filmes da série Trinity -, Bud Spencer se envolve aqui em loucas aventuras numa república das bananas, daí o título. O diretor Steno foi parceiro de Mario Monicelli no começo da carreira de ambos. Codirigiram grandes filmes. Depois, seguiram caminhos diversos. Monicelli consolidou-se como autor, Steno especializou-se em comédias populares, de ambição menor, mas nem por isso pouco engraçadas. Sempre se pode rir um pouco em seus filmes. Reprise, colorido, 96 min.

Do Fundo do Mar

17H30 NO SBT

(Deep Blue Sea). EUA,1999. Direção de Renny Harlin, com Saffron Burrows, Samuel L. Jackson.

O finlandês Harlin fez carreira em Hollywood dirigindo filmes que estouraram na bilheteria - e eram eletrizantes como espetáculos de ação, tipo Duro de Matar 2 -, mas depois se casou com Geena Davis e se perdeu tentando produzir mega êxitos para a mulher. A Ilha das Gargantas Cortadas foi um fracasso monumental e ele teve de recomeçar, o que fez, sem o mesmo ímpeto. Bons atores tentam ajudar a segurar a história dos cientistas que criam nova espécie de tubarões, ainda mais sanguinários (e indestrutíveis). Naturalmente que os bichos escapam ao controle, fogem e... A carnificina começa. Reprise, colorido, 105 min.

Don Juan

22 H NA REDE BRASIL

(Don Juan). Espanha, 1998. Direção e interpretação de Jacques Weber, com Michel Boujenah, Emmanuelle Béart, Ariadna Gil, Penélope Cruz.

O cinema se apropriou diversas vezes da história do célebre sedutor. Aqui, Don Juan seduz a irmã de aristocratas que o perseguem. Em fuga, o herói vai parar num reino distante, onde fica ilhado e, naturalmente, descobre outros objetos de desejo. O ator e diretor Weber põe ênfase mo humor, mas a grande atração é o elenco feminino. Penélope Cruz ainda não era top star, mas nem Emmanuelle Béart nem Ariadna Gil conseguem ofuscá-la. Reprise, colorido, 96 min.

O Reino Proibido

22H45 NA GLOBO

(The Forbidden Kingdom). EUA, China, 2008. Direção de Rob Minkoff, com Jet Li, Michael Angarano, Jackie Chan.

Adolescente norte-americano, obcecado por filmes de kung fu, descobre num antiquário verdadeira relíquia - o bastão mágico que pertenceu ao lendário Rei Macaco. Plateias jovens, e especialmente fãs de artes marciais, poderão se divertir bastante. Reprise, colorido, 113 min.

John Lee Hooker - Esta é Minha História

23H30 NA CULTURA

(John Lee Hooker: That"s My Story). Alemanha, 2001. Direção de Joerg Bundschuh.

Morto há quase dez anos, em junho de 2001, John Lee Hooker permanece uma lenda do jazz. Seu estilo de jazz falado - e ele falava um inglês cheio de corruptelas, do baixo Mississippi - fez história. Este documentário busca resgatar sua personalidade - e importância. Reprise, colorido, 52 min.

Gatão de Meia Idade

2 H NA GLOBO

Brasil, 2006. Direção de Antonio Carlos da Fontoura, com Alexandre Borges, Julia Lemmertz.

Baseado no herói das tiras do cartunista Miguel Paiva, o filme narra, em tom de comédia, as aventuras de coroa que continua exercitando a arte da conquista. Toda mulher é, para ele, um alvo em potencial. A regra básica é nenhum envolvimento emocional, mas adivinhe se o personagem de Alexandre Borges não vai quebrá-la. O diretor Fontoura fez filmes seminais no fim dos anos 1960 e início dos 70, Copacabana Me Engana e A Rainha Diaba. Depois, dedicou-se à TV. Sua volta ao cinema se fez por meio de filmes eventualmente simpáticos, mas que nem de longe lembram a voltagem crítica das obras do começo de sua carreira. Reprise, colorido, 90 min.

Chino

3H05 NA REDE BRASIL

(Valdez, il Mezzosangue). Itália/Espanha/França, 1973. Direção de John Sturges e Duilio Coletti, com Charles Bronson, Jill Ireland.

Charles Bronson faz mestiço índio que possui uma pequena fazenda, mas grandes proprietários querem se apossar de suas terras e começa a guerra. O diretor Sturges fez grandes westerns nos anos 1950, sua grande fase. Vale lembrar alguns - Punido pelo Próprio Sangue, Duelo na Cidade Fantasma, Sem Lei sem Alma, Duelo de Titãs. Em 1960, obteve um grande sucesso de público com Sete Homens e Um Destino e o filme, com suas cenas espetaculares de ação e a importância conferida à trilha, de certa forma antecipou o spaghetti western. Mas, quando foi fazer filmes inspirados no modelo que ajudara a criar na Europa - Joe Kidd, com Clint Eastwood, e Chino, com Bronson -, Sturges decepcionou. Reprise, colorido, 93 min.

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