'O Homem que Desafiou o Diabo' remete ao cordel

Temática nordestina domina filme com caixeiro viajante José Araújo (Marcos Palmeira) como protagonista

Alysson Oliveira, Reuters

07 de setembro de 2027 | 19h01

O longa nacional O Homem Que Desafiou o Diabo, que estréia em todo o país nesta sexta-feira, 29, é uma espécie de reciclagem de sucessos recentes como O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. A paternidade aqui não pertence a Guel Arraes, mas ao diretor Moacyr Góes (Dom, Trair e Coçar é Só Começar). Veja também: Trailer de 'O Homem Que Desafiou o Diabo'    Trailer de Exuberante Deserto O Homem Que Desafiou o Diabo inspira-se numa tradição de aventuras românticas e cômicas situadas no Nordeste brasileiro, consolidada (especialmente na bilheteria) por Arraes nos últimos anos. Aqui, novamente, o protagonista é um herói que vive aventuras e desventuras por um Nordeste mais fantasioso do que real. O personagem é o caixeiro viajante José Araújo (Marcos Palmeira, de O Casamento de Louise) - uma espécie de malandro charmoso e de bom coração. Chegando a uma cidadezinha, conhece uma solteirona chamada Dualiba (Lívia Falcão, da novela Eterna Magia). Depois de um rápido namoro, acaba sendo forçado a casar com ela. O tempo passa e ele tanto se submete aos caprichos sexuais da mulher e às exigências do sogro, que se torna motivo de piada na cidade. Quando descobre, Araújo se revolta e dá o troco, assumindo uma nova identidade, Ojuara (seu sobrenome ao contrário). Usando roupa de couro, sai pelo sertão buscando aventuras e ajudando os fracos e oprimidos. O objetivo do personagem é encontrar uma terra lendária, chamada São Saruê. Essa espécie de Robin Hood nordestino vai encontrar tanto criaturas míticas, quanto o grande amor da vida dele. As pequenas aventuras do personagem vão se seguindo, como se fossem esquetes de um programa humorístico. Ele cruza seu caminho com o diabo (o estreante Helder Vasconcelos), engana-o e os dois tornam-se desafetos. As contas entre os dois vão ser acertadas apenas no final do filme. Entre os personagens que entram e saem da vida do caboclo, estão Preto Velho (Antonio Pitanga, de Zuzu Angel), uma criatura devoradora de homens chamada Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra, de No Meio da Rua) e um coronel (Sérgio Mamberti, de Tônica Dominante), que lhe oferece a mão da filha (Giselle Lima, da série de televisão Mandrake). Em todo o filme, procura-se um diálogo com a literatura de cordel, com seus tipos peculiares e seu humor popular. O roteiro, co-escrito pelo diretor e Bráulio Tavares (do humorístico Sai de Baixo), é baseado no romance As Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro.

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