"O Grito" e "Madonna", de Munch, serão expostos em Oslo

Os quadros "O Grito" e "Madonna", do artista norueguês Edvard Munch serão expostos pela primeira vez desde que foram recuperados, em 31 de agosto, dois anos depois de terem sido roubados. A mostra será no Museu Munch, dedicado ao pintor, em Oslo, segundo informou a instituição."A delegação de cultura e esportes do município de Oslo, em comum acordo com o Museu Munch, decidiu expor os quadros ´O Grito´ e ´Madonna´ antes de começar as tarefas de restauração", informou o museu em comunicado.As obras, que foram recuperadas pela Polícia em 31 de agosto, apresentam arranhões e outros danos, em conseqüência da falta de cuidado após o roubo, em agosto de 2004.As pinturas "serão expostas em um período curto", durante este segundo semestre, disse o museu. Gro Balas, diretora da delegação de cultura e esportes de Oslo, não informou o dia em que o público poderá conferir as obras, por razões de segurança.Técnicos da Polícia e do museu do pintor, situado em Toeyen, examinaram as pinturas, que apresentam "danos que exigem um trabalho de restauração compreensivo e de longa duração". O museu Munch, que permanecerá fechado de 2 a 12 de outubro próximo, divulgou em seu site uma fotografia das duas obras e é possível observar que ambas foram danificadas. O museu argumentou que o interesse público em ver "O Grito" e "Madonna" em seu estado atual justifica a exibição dos quadros durante um curto período de tempo antes do início dos trabalhos de restauração.Em 1893, Munch (1863-1944) pintou duas versões de "O Grito", sua obra mais famosa. No mesmo ano, o artista criou cinco versões de "Madonna", que mostra a figura de uma mulher, alegoria de Nossa Senhora, com os seios descobertos e uma longa cabeleira negra que cai sobre seus ombros.

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