O grito é de Leon Black

É do magnata norte-americano Leon Black o quadro O Grito, de Edvard Munch, a obra de arte mais cara já vendida em um leilão. O investidor e executivo do ramo da imprensa pagou os US$ 119,9 milhões - equivalentes a aproximadamente R$ 243,5 milhões - no quadro arrematado dia 2 de maio, na sede da Sotheby's, em Nova York, segundo informou o The Wall Street Journal. O nome do comprador era mantido sob sigilo.

O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2012 | 03h12

Black, de 61 anos, é membro do conselho do MoMA, de Nova York, e já conta com uma coleção que inclui obras de maestros clássicos e impressionistas.

O diretor da venda, Simón Shaw, declarou à agência de notícias Efe que o quadro do artista norueguês "é uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que tem um alcance global que só perde para a Mona Lisa." Disse ainda que a obra "define a modernidade e é instantaneamente reconhecível."

O valor do quadro de Munch supera o recorde dos US$ 106,5 milhões desembolsados por um colecionista não identificado, em 2010, para a compra de Nu, Folhas Verdes e Busto, de Pablo Picasso. Este O Grito se trata da única versão das quatro existentes que ainda estava em mãos privadas. Outras duas foram roubadas nos últimos vinte anos e, ainda que tenham sido recuperadas para voltar aos museus noruegueses, O Grito possui também o posto de obra de arte mais roubada da história. / EFE

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