O futuro do Apples in Stereo

"Para que o futuro seja realmente futurista, as pessoas precisam executar suas ideias futuristas no presente. Foi assim que a arquitetura mudou nos anos 60, e foi assim que pensamos nosso último disco". A frase, do vocalista Robert Schneider, sintetiza o esforço do Apples in Stereo na criação de Travellers in Space and Time, segundo o próprio, "um disco para a geração que hoje ainda é criança poder curtir daqui a dez ou vinte anos".

Fred Leal, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2010 | 00h00

Não é a primeira vez que o Apples se situa à frente de seu tempo sem deixar de encarar o passado. Fortemente influenciados pelo rock psicodélico dos anos 60, pela música negra e dançante dos anos 70 e pela new wave oitentista, o Apples in Stereo foi criado por Schneider ainda no começo dos anos 90. Ao logo daquela década, a banda se consolidou como um dos principais nomes do coletivo de amigos que se tornaria um dos selos mais cultuados das últimas duas décadas: a Elephant 6. "Primeiro éramos só um grupo de amigos e as bandas de cada um deles: Apples in Stereo, Olivia Tremor Control e Neutral Milk Hotel. Depois íamos descobrindo outros amigos que também tinham bandas, e as bandas eram boas! A coisa foi crescendo naturalmente a partir do nosso círculo social", explicou Schneider.

O Apples in Stereo se apresenta pela primeira vez no Brasil hoje, encerrando a programação do Palco Oi Novo Som no festival SWU. O repertório vai contar com canções do último disco misturadas aos maiores sucessos dos primeiros trabalhos. Canções como Energy e Strawberryfire, que acabaram caindo no gosto dos americanos anos depois de seu lançamento original, também fazem parte da setlist. A banda tem sete discos, além de diversos EPs e trabalhos paralelos: projetos-solo, experimentais, e até um disco infantil assinado por Schneider sob o pseudônimo Robert Bobbert - antigo apelido dado por sua mãe. "Já estamos compondo para o próximo disco, mas ele só deve ser lançado em 2012."

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