O frenesi juvenil de Justin Bieber

Pela segunda vez no País, cantor traz no repertório atitude de criança mimada e sucessos de seu disco mais recente

RAFAEL ABREU, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2013 | 02h19

Com o show que faz hoje na Arena Anhembi, em São Paulo, é a segunda vez que Justin Bieber vem ao Brasil para se apresentar. Os dois shows que faz no País - amanhã, ele também se apresenta na Apoteose, no Rio - são parte da etapa final da mega turnê Believe, cujo repertório é baseado no álbum de mesmo nome, seu terceiro disco de estúdio, com 7,1 milhões de cópias vendidas no mundo todo.

O set-list, no entanto, não se resume ao disco: inclui também sucessos mais antigos (do EP My World e de seu disco de estreia, My World 2.0) e canções feitas em colaboração com outros artistas, como Carly Rae Japsen, responsável pelo hit Call Me Maybe, e Jaden Smith, filho do ator Will Smith. Quando terminar a turnê, no início de dezembro, Bieber terá somado 154 shows na América do Norte, na América do Sul, na Europa, na África, na Ásia e na Oceania - antes de desembarcar no Brasil, o rapaz fez shows no Panamá e na Colômbia.

Dois anos depois das últimas apresentações que fez em solo brasileiro, Bieber está mudado. Da última vez que veio para cá, promovendo sua primeira turnê mundial, My World, ainda guardava um pouco da inocência infantil que era grande parte de sua novidade, quando surgiu com o sucesso One Time, aos 15 anos. Com o penteado compacto e a voz ainda púbere, era um adolescente no palco e na atitude.

Quando se apresentar hoje à noite, aos 19, terá um topete, em vez do inocente corte tigelinha, e não é improvável que fique descamisado para mostrar as 20 tatuagens que tem no corpo, agora menos magrelo e mais musculoso - sempre um evento para as "beliebers", como são chamadas as fãs do rapaz, muitas delas adolescentes.

Esse tipo de frenesi juvenil, aliás, diz muito sobre a imagem que o cantor ainda inspira na mídia, mesmo que seu último disco de estúdio tentasse mirar um público mais maduro. Apesar disso, a impressão é que, quanto mais velho Bieber fica, mais age como uma criança mimada.

Com um mau humor e uma tendência a chiliques já típicos, as últimas polêmicas em que se envolveu fazem a imagem de um jovem pirracento. O processo de desintegração da imagem de garoto-bebê não é tão escandalosa quanto o de Miley Cyrus, mas envolveu algumas ousadias: noites com strippers, ataques a papparazzi, drogas em ônibus de turnê e até uma cuspida (literal) em fãs entre os exemplos.

Independentemente das controvérsias, no entanto, Bieber continua um sucesso. No início deste ano, se tornou o primeiro artista com menos de 19 anos a ter lançado cinco discos que chegaram ao topo da parada da Billboard, com o lançamento da versão acústica de Believe.

E seus quatro últimos singles parecem indicar um novo trabalho no horizonte. No início de outubro, Bieber anunciou que lançaria um single a cada segunda até o início de dezembro, em antecipação de seu novo filme, Believe 3D, um documentário sobre sua turnê.

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