'O fato é: sou gay', diz Anderson Cooper, da CNN

O jornalista Anderson Cooper, da CNN, disse em um comunicado público na segunda-feira que é gay, acrescentando que, embora a privacidade seja importante para jornalistas, ele não queria dar a impressão de estar escondendo algo e queria se posicionar contra o bullying.

Reuters

02 de julho de 2012 | 15h13

"O fato é: sou gay, sempre fui e sempre serei e não poderia estar mais feliz, confortável comigo mesmo e orgulhoso", disse o âncora de 45 anos do programa "Anderson Cooper 360", da CNN, ao The Daily Beast.

Cooper disse em um comunicado postado no blog "The Dish", de Andrew Sullivan, que ele não tinha tornado pública a sua orientação em uma autobiografia escrita há vários anos, pois ele tinha como foco a guerra. Ele percebeu, porém, que não queria dar a "impressão errada de que estava tentando esconder algo".

"Ainda há muitas incidências de bullying de jovens, assim como discriminação e violência contra pessoas de todas as idades, com base em sua orientação sexual, e acredito que é importante deixar clara a minha posição", disse.

Cooper, cuja identidade sexual já era conhecida há muito tempo dentro dos círculos da mídia, afirmou que sempre acreditou que a vida amorosa, política e religiosa dos repórteres não devia ser discutida em público por eles.

O jornalista sempre viaja para zonas de guerra e a países onde a homossexualidade é banida ou vista com maus olhos.

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