O eterno minimalismo de Tago Mago

CAN

O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h08

TAGO MAGO

Mute

Preço: US$20 (iTunes)

EXCELENTE

Só o augúrio de destruição iminente que se revela quando Holger Czukay e Jaki Liebezeit encaixam baixo e bateria na pulsação de Spoon, gravada ao vivo, vale o preço da reedição de Tago Mago, o seminal disco dos padroeiros alemães do rock experimental, Can, influência de nomes contemporâneos que vão de Radiohead e Flaming Lips, ao produtor de eletrônico Matthew Dear. Na época em que o disco foi gravado, a banda procurava unir o conceito minimalista de compositores como Stockhausen, ao fusion de Miles Davis, sem deixar de fora elementos de raiz do rock e do funk americano. O vocalista japonês Damo Suzuki havia se juntado à banda depois do surto psicótico de Malcolm Mooney e o tecladista Irmin Schmidt, estudioso de música erudita, procurava ir além dos limites da concepção atual de música experimental. O resultado está nas abstrações ritmadas de Tago Mago, que experimenta com texturas sintéticas e melodias curtas, muitas vezes guturais e desafinadas, guitarras atonais, mas nunca abre a mão do groove: um raro gesto de elegância experimental. A reedição é dupla, com faixas ao vivo. / ROBERTO NASCIMENTO

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Artista: Matthew Dear

Álbum: Black City Gravadora: Ghostly Preço: US$ 10 (iTunes)

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