O estouro de Alceu

Coco, xote, xaxado, maracatu, baião, embolada. Em 1982 - ano em que a Blitz e o Barão Vermelho estreavam em disco provocando a grande onda do rock brasileiro -, foi essa mistura de ritmos nordestinos que Alceu Valença, mais uma vez evocando os mestres Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, insistiu em manter no universo pop. O disco era Cavalo de Pau, 23.º título da coleção Grande Discoteca Brasileira do Estadão, que circula com o jornal amanhã.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2011 | 00h00

Além de desacreditar das ideias de Alceu, os executivos da gravadora Ariola chiaram porque o disco tinha só 8 faixas. "O normal era 12 e eles queriam que eu fizesse outras 4. Eu disse: "O disco está pronto, se quiser é isso e acabou", lembra Alceu. Resultado: foi um estouro nacional. O álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias e sustentou um show que lotou estádios e foi parar no Festival de Montreux.

Um dos raros astros brasileiros refratários a modismos e imposições do mercado, Alceu homenageou os repentistas, aproximou o xote do reggae em duas de suas canções de maior sucesso, Tropicana e Como Dois Animais, e fez o circo pegar fogo com as explosivas Rima com Rima e Pelas Ruas Que Andei.

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