O encantador Elvis e Madonna

Criada pelos curadores José Carlos Avellar e Sérgio Sanz para destacar filmes importantes fora de competição, a mostra Panorâmica vai outorgar um prêmio do júri estudantil. Há vários júris neste 38.° Festival de Gamado. Há o popular; o da crítica; o de estudantes e o oficial. Grande sucesso da Panorâmica foi verificado domingo com Elvis e Madonna, de Marcelo Lafitte. O filme, sobre a ligação de uma lésbica com um travesti (o correto agora é dizer uma travesti), possui grande empatia com o público e deve isso principalmente aos atores, Simone Spoladore e Ivo Cotrim. Ele está sendo campeão de autógrafos na serra gaúcha e sua passagem pelo reality show da Record, A Fazenda, também ajudou para o reconhecimento dos fãs. Elvis e Madonna possui encanto especial, mas está longe de ser unanimidade. O próprio Lafitte admite que foi acusado, por lésbicas, de haver feito um filme homofóbico. Ele se defende dizendo que seu filme é pansexual. Na história, Madonna engravida Elvis, o que não chega a ser novidade, porque compõe uma das subtramas de Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar. O autor espanhol, alcança um clima de tragédia familiar. Lafitte fica num registro mais leve, humorado, farsesco. Elvis e Madonna estreia em janeiro. Vai dar o que falar. Lafitte quis ser libertário. Está sendo cobrado porque um gay é exagerado, outro é incorreto. Acima de qualquer crítica, ele conta com atores em estado de graça. Eles são a alma do filme.

Luiz Carlos Merten / GRAMADO, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2010 | 00h00

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