O duque e sua elegância infalível

DUKE ELLINGTON

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

LIVE IN ZURICH

Biscoito Fino Preço: R$ 30

A genialidade de Duke Ellington (foto) não se limitava à criação dos sofisticados arranjos e melodias que ditaram os rumos do jazz. Reza a lenda que, para tirar o melhor som de sua orquestra, o maestro armava pequenas intrigas entre músicos, alfinetando um com uma crítica do outro para que subissem ao palco fervendo, prontos para resolver o quem é quem. Não se sabe de certo se isso ocorreu antes da apresentação de Zurique, em maio de 1950, época que precedeu os anos de ostracismo de Ellington. Mas a forma primorosa da orquestra, sempre leve e precisa, é evidente desde o início, com o solo espetacular do trompetista Harold Baker em Creole Love Call. Nas faixas seguintes, a orquestração de Ellington, acompanhada pelo lirismo suingado dos gênios do saxofone Johnny Hodges e Don Byas é, como sempre, um deleite para se ouvir rezando.

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