O DONO DA BOLA seleção da semana*

Embora o futebol seja uma paixão dos brasileiros - a maior? -, não existem muitos grandes filmes sobre o esporte feitos no Brasil, e menos ainda ficções. O diretor José Henrique Fonseca encara o desafio de fazer esse grande filme com Heleno.

O Estado de S.Paulo

25 de março de 2012 | 03h10

Em entrevista ao Estado, Fonseca admitiu que, em vários momentos, pensou em saltar fora do projeto. "Por que estou fazendo este filme?", ele se perguntava. O ator Rodrigo Santoro, apaixonado pelo papel, o exortava a seguir em frente, mas Fonseca, que se assume como bipolar, admite que lhe interessava entender/ investigar o comportamento obsessivo do jogador.

Lenda do futebol, Heleno de Freitas jogou no Botafogo, criando fama como cabeceador. Ele matava a bola no peito, dava uma virada de corpo, cabeceava e... Gol! Gênio, Heleno tinha também um temperamento difícil. Viciado em éter, sifilítico, sofreu sucessivas internações, tomou choques e morreu louco.

Não é um personagem simpático. Como se conta uma história dessas? Gostar ou não gostar, eis a questão. Mas a fotografia em preto e branco de Walter Carvalho e a atuação de Rodrigo Santoro são espetaculares. / LUIZ CARLOS MERTEN

HELENO

Direção: José Henrique Fonseca (Brasil/2010/116 min.) Elenco: Rodrigo Santoro, Alinne Moraes, Othon Bastos, Herson Capri. Estreia na sexta.

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