O cult Alma em Suplício no TCM

A Nova Cinderela

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2010 | 00h00

14h15 no SBT

(A Cinderella Story). EUA, 2004. Direção de Mark Rosman, com Hillary Duff, Jennifer Coolidge, Chad Michael Murray, Dan Byrd.

A velha história de Cinderela ganha uma versão moderninha, em que a Gata Borralheira descobre seu príncipe na internet. É curioso que à noite, na Globo, o universo virtual esteja de volta no quarto filme da bem sucedida série Duro de Matar, com Bruce Willis. O problema é que direção e elenco não chegam a fazer do cartaz do SBT algo digno de interesse especial, embora as românticas (e os românticos) jovens poderão se divertir (um pouco). Reprise, colorido, 97 min.

O Diário da Princesa

15h45 na Globo

(The Princess Diaries). EUA, 2001. Direção de Garry Marshall, com Julie Andrews, Anne Hathaway, Hector Elizondo, Heather Matarazzo, Mandy Moore, Caroline Goodall.

O primeiro filme da série que revelou Anne Hathaway. Ela faz garota norte-americana que descobre ser princesa europeia e toma um banho de realeza com... Quem mais além de Julie Andrews? O diretor Marshall, pegando carona no filme anterior, fez a versão definitiva da Cinderela moderna ? uma Linda Mulher, com Julia Roberts como prostituta resgatada das ruas pelo milionário Richard Gere. Marshall busca com frequência um tom para seus contos de fadas atualizados para os anos 2000. Reprise, colorido, 110 min.

Duro de Matar 4.0

22h10 na Globo

(Die Hard 4: Live Free Or Die Hard). EUA/Inglaterra, 2007. Direção de Len Wiseman, com Bruce Willis, Justin Long, Timothy Olyphant, Cliff Curtis, Maggie Q, Mary Elizabeth Winstead.

No quarto filme da série, Bruce Willis volta ao papel do tira certo na hora errada, ou do tira errado na hora certa. O herói John McClane volta a se envolver em ação e pancadaria, como seu público gosta. Desta vez, ele ganha ajuda de hacker para enfrentar vilão que domina as ferramentas do mundo digital e ameaça com apagão que poderá levar ao colapso o mundo, tal como o conhecemos. O filme é cheio de cenas impossíveis, para dizer-se o mínimo, mas é o que faz a delícia da série. E, por mais que o universo seja virtual, a ação decisiva é brutalmente física e envolve a mulher do bad guy, uma lutadora que ? adivinhe? ? ganha o corretivo que merece. Reprise, colorido, 132 min.

Bossa Nova

2h40 na Globo

Brasil , EUA, 2000. Direção de Bruno Barreto, com Amy Irving, Antonio Fagundes, Alexandre Borges, Debora Bloch, Drica Moraes, Giovanna Antonelli.

Existem ecos de Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, nesta história sobre executivo que se envolve com sua professora de inglês. Ele está enrolado num caso difícil de acabar, ela, também. A história se desenrola num Rio de cartão postal, com trilha de bossa nova, mas o clima romântico e é genuíno. Bruno Barreto quis fazer aqui o "seu" François Truffaut. Antes que você reclame, lembre-se de que o próprio Truffaut tem filmes muito bons e outros bem menos bons. Reprise, colorido, 95 min.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre ? O Segredo do Abismo, de James Cameron, com Ed Harris, Mary Elizabeth Mastrantonio e Michael Biehn, aventura no fundo do oceano que permanece como um raro fracasso de público na carreira do diretor de Titanic e Avatar, embora seja um de seus melhores filmes, sobre casal de cientistas em crise na união e que investiga mistério marítimo (EUA, 1989, fone 0800-70-9011); e Kingpin ? Estes Loucos Reis do Boliche, de Peter Farrelly e Robert Farrelly, com Woody Harrelson, Randy Quaid, Bill Murray e Vanessa Angel, segundo filme dos famosos irmãos, após Debi&Lóide, sobre ex-campeão de boliche que quer participar de um concurso com amish bom no esporte, mas ninguém na comunidade pode saber que ele joga (EUA, 1996, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Na Idade da Inocência

18h25 no Telecine Cult

(L"Argent de Poche). Franças, 1976. Direção de François Truffaut, com Nicole Félix, Chantal Mercier, Jean-François Stevenin, Geory Desmonceaux, Philippe Goldmann, Virginie Thévénet.

Já que François Truffaut foi citado (a propósito de Bossa Nova), o próprio diretor francês assina este belo filme nos canais pagos. A vida é vista do ângulo de dois garotos. Um deles cuida do pai e corteja a mãe do colega, por quem está secretamente apaixonado. O outro de ressente das tensões de uma família disfuncional. Truffaut volta ao universo das carências infanto-juvenis de seu belo Os Incompreendidos, de 1959. Reprise, colorido, 104 min.

Alma em Suplício

22 h no TCM

(Mildred Pierce). EUA, 1976. Direção de Michael Curtiz, com Joan Crawford, Jack Carson, Zachary Scott, Eve Arden, Ann Blyth.

Diretor eclético, que deixou sua marca em obras de todos os gêneros, Michael "Casablanca" Curtiz faz aqui o seu filme noir, adaptado de um romance do especialista James M. Cain. Joan Crawford ganhou o Oscar por seu papel como mulher acusada de envolvimento na morte do marido. Na verdade, ela está protegendo as filhas. Só para sua informação, este foi o filme que Pedro Almodóvar tomou como referência ao fazer Volver, com Penélope Cruz. Pedrito ama o cartaz do TCM. Reprise, colorido, 118 min.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.