O baú aberto de um reinventor do cavaquinho

O baú aberto de um reinventor do cavaquinho

Nem tudo que é ouro necessariamente reluz. É o caso de Waldir Azevedo Brasileirinho, disco triplo que acaba de ser lançado pela Warner. Esse verdadeiro tesouro, fundamental não apenas para estudantes ou amantes de choro ou de música instrumental, reúne gravações do compositor e cavaquinista de 1949 a 1978. Grande responsável pela popularização do cavaquinho como um instrumento de solo, Waldir (foto) conquistou destaque também como compositor. O primeiro disco da caixa dá provas disso, contendo os antológicos Brasileirinho, Pedacinhos do Céu, Carioquinha, Delicado, Camondongo e Vê Se Gostas. O segundo, traz temas de Waldir, como o emotivo Sentido, e composições de outros autores, como Amoroso, de Garoto e Luiz Bittencourt. No terceiro, registros do período em que o cavaquinista morou em Brasília, conhecendo parceiros como Avena de Castro e Hamilton Costa. Os três discos são uma compilação de raridades que evidenciam que Waldir sempre mereceu lugar cativo na galeria dos imortais como Pixinguinha e Jacob do Bandolim.

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