O Au Liban volta mais saudável

O Au Liban voltou mais simples do que era e com uma cozinha sem surpresas, que fica nos pratos mais conhecidos da cozinha árabe feitos com capricho, usando ingredientes de primeira e com pouco tempero. Uma cozinha saudável, bem comportada. O Au Liban foi um dos melhores restaurantes libaneses da cidade, servia seus prato num ambiente de luxo, confortável. George Gazale, o seu dono, também era conhecido como um dos grandes amigos do ex-presidente Figueiredo, que freqüentava a casa. Ele também teve uma memorável briga com o ex-prefeito Paulo Maluf. São coisas do passado. Agora, Gazale voltou para um restaurante mais simples, arejado, gostoso, no número 36 da mesma Rua Jerônimo da Veiga, quase vizinho da antiga casa. Fachada moderna, discreta, porta de vidro e um minúsculo ambiente na entrada em frente do pequeno bar, com um banco rústico de madeira e, ao lado, um balcão de aço inoxidável com os pratos rápidos e doces da casa. O cardápio fica no que se encontra em quase todas as casas árabes, das esfihas (R$ 2) e quibes fritos (R$ 3) e michui (R$ 4,50) para refeições mais rápidas a outros pratos mais elaborados, entre os quais o chich barak, que foi e continua sendo um dos destaques (R$ 14,40, o prato do dia da terça-feira). Trata-se de um cappelletti servido num prato de sopa com coalhada quente, que é delicioso mesmo. A acidez da coalhada completa muito bem o cappelletti. Os demais pratos do dia são ainda interessantes, alguns fogem um pouco do previsível e custam sempre R$ 14,40: kafta ao forno (segunda); trigo com músculo (quarta); quibe labanie (na coalhada quente e servido com arroz branco, quinta) e peixe com molho tarator (sexta). Uma boa opção para quem confia no apetite é o Especial Au Liban, que custa R$ 26,90 e reúne alguns dos principais pratos da casa. Até domingo, Dia dos Pais, quem pedir esse Especial Au Liban e um vinho tinto argentino (Norton Malbec, que custa R$ 35) tem direito a provar a segunda garrafa de graça. O rodízio pode começar com a esfiha razoável, de massa meio abiscoitada e recheio muito gostoso, com bastante cebola (R$ 1,50 se fosse pedida separadamente). Babagabuche gostoso, com ótima textura, mas sem aquele gostinho defumado que muitas vezes encontramos nessa pasta de berinjela (R$ 8,50 no cardápio). Também agradável o homus, pasta de grão-de-bico, com pouquíssimo tempero (R$ 8,50 no cardápio). Excelente a coalhada seca, bem consistente (R$ 8,50 no cardápio). Bem fresco e saboroso o tabule (R$ 11,70 no cardápio). Quibe frito gostoso, sequinho e com gosto de carne mesmo (R$ 3 no cardápio); quibe cru muito bonito, com cor de carne fresca, pouco trigo, saboroso, saudável (R$ 13,30 no cardápio) e meio seco demais, sem muito gosto, o quibe assado (R$ 3,50 no cardápio). Kafta com gosto de carne e pouca salsinha (R$ 14,40 no cardápio). Muito bons os charutinhos de folha de uva (folhas macias, R$ 15,10 no cardápio) e saborosos, mas moles demais os charutinhos de repolho (R$ 13,20 no cardápio). Também muito além do ponto, quase pastosa, a abobrinha recheada (R$ 11,50). A casa só serve cervejas em latas, o que é um ponto negativo mesmo. Café expresso muito bom.Au Liban - Rua Jerônimo da Veiga, 36, Itaim-Bibi, tel.: 3079-3920.

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