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O ano de Fabiula

Filmes, série policial e humorístico de TV provam a versatilidade da Janine de Bruna Surfistinha

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2011 | 00h00

Fabiula Nascimento diverte-se. Ocorre, nas ruas, de as pessoas se aproximarem e pedirem fotos ou autógrafos, dizendo que a reconhecem, ela é uma celebridade, mas não se lembram exatamente quem é. A vida da atriz paranaense sofreu uma transformação radical nos últimos cinco anos. Fabiula sempre viveu do seu trabalho como atriz, no Paraná.

Fazia basicamente teatro. Em 2006, num golpe de sorte - para ela - substituiu Guta Stresser no elenco de Estômago, do diretor, também do Paraná, Marcos Jorge. O filme estourou, o cinema, apresentado a Fabiula, aprovou o que viu e, desde então, ela tem filmado muito, além de ser contratada da Globo, há três anos. Na telinha, faz o humorístico Junto e Misturado e integra o elenco de Força Tarefa, a série policial de José Alvarenga, escrita por Marçal Aquino e Fernando Bonassi, cuja terceira temporada começa a ser gravada.

Ela está nos cinemas atualmente, no elenco de Bruna Surfistinha. O filme de Marcus Baldini tem uma estrela e é Deborah Secco, no papel da garota de programa que virou fenômeno na internet. Bruna Surfistinha já fez mais de um milhão de espectadores e é o primeiro blockbuster brasileiro do ano. É melhor do que as críticas infundadas que recebeu e, embora Deborah seja a preferida do bordel, Fabiula, como a "perdedora", a prostituta barraqueira, tem divertido o público e, no final, tem até gente que garante que ela é a mais gostosa.

Sua personagem se chama Janine. Dá duro na difícil vida fácil porque tem família, um filho, para sustentar. Nas pré-estreias do filme, Fabiula surpreendeu-se com a reação da plateia. Ela não fez de Janine uma personagem cômica. Trabalhando em parceria com Sérgio Penna - foi a primeira vez que teve instrutor de elenco -, ela se esforçou para humanizar a personagem. Acredita que conseguiu, mas o público ri com a franqueza de Janine, com suas falas debochadas, com sua sexualidade escrachada.

A personagem "fecha" com a imagem de Fabiula como mulher para 400 talheres (segundo a velha definição de Stanislaw Ponte Preta, isto é, Sérgio Porto). Aliás, levando ao limite a premissa do verbo "comer" como sinônimo de sexo, o diretor Marcos Jorge tirou um bife daquela coxa gloriosa, em Estômago. Fabiula gosta de diversificar. Não quer ficar presa a papéis nem a personagens. Em abril, de novo nas telas, ela fará uma lésbica em Amor?, de João Jardim.

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