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Novos filmes nacionais para cinema e TV

Séries de humor e documentários sobre o Zicartola e arte brasileira são alguns dos projetos da produtora Hungry Man

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2013 | 02h09

A obrigação de os canais pagos de televisão exibirem ao menos 3h30 semanais de produção nacional revelou duas faces de uma mesma moeda. De um lado, abriu um vasto campo de trabalho para fornecedoras de programação; de outro, escancarou a deficiência de bons produtos. Disposta a cobrir as duas lacunas, a produtora Hungry Man prepara-se para entrar no mercado de TV e cinema com um cardápio atraente.

"Temos a vantagem de produzir com qualidade com um custo até sete vezes menor que nos Estados Unidos", comenta Luis Vidal, produtor executivo que foi convidado a trabalhar na Hungry Man depois que a empresa decidiu ampliar seus negócios e não concentrar seu foco apenas na publicidade. No Brasil desde 2005, a produtora tem escritórios em Nova York, Los Angeles e Londres, sendo os sócios nacionais Alex Mehedff, Bryan Buckley e Gualter Pupo.

Diversos projetos estão em fase de finalização e pretendem abastecer tanto TV como cinema. A telinha, por enquanto, graças a algumas facilidades de produção, soma uma quantidade maior de programas em elaboração. Gentalha é um deles - previsto para o Canal Brasil, trata-se de uma série criada e dirigida por Fernando Ceylão e que tem personagens inusitados: um pai de família drag queen, um paparazzo com poderes sobrenaturais, um especialista em vinganças e um homem comum que é espancado diariamente.

"São histórias independentes e sempre narradas por um humor absurdo", conta Vidal, que continuará produzindo um de seus principais trabalhos, a série Adorável Psicose, exibida pelo Multishow. O tom, claro, é o da comédia e acompanha as desventuras amorosas e profissionais de Natalia, uma jovem que encontra problemas nos mínimos aspectos da sua vida. Graças ao sucesso, a série vai chegar ao cinema em filme escrito e protagonizado por Natalia Klein, autora do blog que inspirou o programa.

No gênero documental, a Hungry Man prepara, para o GNT, a série Arte Brasileira, escrita e dirigida por Alberto Renault. O objetivo é oferecer um perfil informal de alguns dos maiores nomes da cena artística contemporânea do Brasil, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Luiz Zerbini, Tunga, Waltércio Caldas, Nuno Ramos e osgêmeos. A intenção é desmistificar as artes visuais para o grande público.

O conceito inspira também a intenção da produtora em atrair atenção da chamada classe C e seu incansável poder de consumo. Basta conferir alguns de seus projetos para o cinema. Um deles pretende reeditar o gênero 'terrir', tipo de filme de terror que rima bem com humor e que consagrou o cineasta Ivan Cardoso (O Segredo da Múmia, As Sete Vampiras) - trata-se de Finados, dirigido por Carlão Busato.

O longa mostra como o enfermeiro Gilvan se nega a morrer e, com isso, interrompe a fila, deixando o mundo recheado de mortos-vivos, como um psicanalista pouco ortodoxo, uma suicida carente e um assassino em série. "Carlão é o cineasta ideal para esse tipo de filme graças à qualidade de finalização de seus projetos", comenta Luis Vidal, que tem especial carinho por um documentário a ser dirigido por Zé Renato, Hugo Sukman e Gualter Pupo, Zicartola.

Sim, trata-se do célebre restaurante aberto em 1963 pelo sambista Cartola e sua mulher, Zica, no Rio de Janeiro. Em pouco tempo, tornou-se ponto de encontro de grandes nomes do samba e da bossa nova, além de importantes intelectuais da época.

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